Berlusconi defende Putin. Só queria "pessoas decentes" no lugar de Zelensky

O líder do partido de centro-direita Força Itália afirmou que o plano era as tropas russas "entrarem, chegarem a Kiev numa semana, fazer cair e substituir o governo do presidente Zelensky por pessoas decentes e, uma semana depois, retirarem e voltarem à Rússia".

Numa entrevista, Berlusconi condenou a guerra mas afirmou que os separatistas da região ucraniana do Donbass foram a Moscovo dizer aos media que os ataques da Ucrânia tinham feito 16.000 mortes e acusar Putin de não estar a fazer nada para os defender.

Numa entrevista, Berlusconi condenou a guerra mas afirmou que os separatistas da região ucraniana do Donbass foram a Moscovo dizer aos media que os ataques da Ucrânia tinham feito 16.000 mortes e acusar Putin de não estar a fazer nada para os defender.

O líder do partido de centro-direita Força Itália (FI), Silvio Berlusconi, defendeu que o presidente russo, Vladimir Putin, foi empurrado para a guerra na Ucrânia pelos separatistas pró-russos no Donbass, a comunicação social e o povo russos.

O também ex-primeiro-ministro, com ligações conhecidas ao presidente russo, condenou a guerra mas afirmou que os separatistas da região ucraniana do Donbass foram a Moscovo dizer aos media que os ataques da Ucrânia tinham feito 16.000 mortes e acusar Putin de não estar a fazer nada para os defender.

"Putin foi pressionado pela população russa, pelo seu partido e pelos seus ministros para inventar esta operação especial", disse numa entrevista Berlusconi, três vezes primeiro-ministro de Itália, cujo partido integra a coligação liderada pela extrema-direita a que as sondagens dão a vitória nas eleições do próximo domingo.

O magnata dos media italiano declarou que o plano era as tropas russas "entrarem, chegarem a Kiev numa semana, fazer cair e substituir o governo do presidente [Volodymyr] Zelensky por pessoas decentes e, uma semana depois, retirarem e voltarem à Rússia".

"Em vez disso, encontraram uma resistência inesperada que foi alimentada por armas de todos os tipos pelo Ocidente", relatou Berlusconi.

"A guerra dura há mais de 200 dias, a situação tornou-se muito difícil, sinto-me mal quando ouço falar dos mortos porque sempre acreditei que a guerra é a maior de todas as loucuras", referiu.

As relações com a Rússia têm sido um dos temas da campanha eleitoral, e mesmo a embaixada da Rússia em Itália voltou a entrar na campanha, publicando nas suas redes sociais fotografias do Presidente Vladimir Putin com políticos italianos de todas as áreas ideológicas.

"Da história recente das relações entre a Itália e a Rússia. Temos muito para recordar", lê-se numa mensagem publicada no Facebook, interpretada como uma nova interferência na política italiana a dois dias das eleições de 25 de setembro.

A mensagem contem fotos de Putin com alguns líderes políticos italianos ao longo dos anos: Matteo Salvini (Liga), Giuseppe Conte (M5S), o ministro dos Negócios Estrangeiros Luigi Di maio, Silvio Berlusconi, que sempre se declarou amigo do Presidente russo, mas também do líder do Partido Democrático (PD) e ex-primeiro-ministro Enrico Letta.

A lista continua com imagens de Putin com os chefes de Estado Sergio Mattarella e Giorgio Napolitano e com o ex-chefe de Governo Matteo Renzi, bem como com o atual comissário da Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni.

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