Exclusivo Bennett perde maioria no Knesset após deputada do seu partido abandonar coligação

Primeiro-ministro fica fragilizado com a saída de Idit Silman, que deixa governo e oposição com 60 deputados cada. Regresso de Netanyahu ao poder é difícil, mas não impossível.

Menos de um ano depois de chegar ao poder à frente de uma coligação histórica com partidos da esquerda, do centro e da direita, além de uma formação árabe, o primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, perdeu a maioria no Knesset com a saída surpresa de uma deputada do seu próprio partido. Idit Silman, do Yamina, que era a líder da coligação no Parlamento israelita, alegou que não vai continuar a facilitar "os danos à identidade judaica do Estado de Israel e do povo de Israel", defendendo a formação de um governo de direita. A sua decisão, elogiada pelo ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, deixa o governo com os mesmos 60 deputados da oposição e Bennett por um fio.

Em junho do ano passado, apesar da vitória eleitoral do Likud e do Yamina só ter conseguido eleger sete deputados, Bennett chegou a acordo com Yair Lapid, do centrista Yesh Atid (que foi segundo), para formar um governo e pôr fim a 12 anos de mandatos consecutivos de Netanyahu. Ao abrigo do acordo, que incluía outros seis partidos, Lapid seria chefe da diplomacia durante a primeira metade do mandato, trocando com Bennett em 2023. Esses planos ficam agora em risco com a saída de Silman, não estando fora de hipótese o regresso de Netanyahu ao poder.

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