Pelo menos 15 mortos e 19 feridos após queda de avião militar russo perto da Ucrânia
Um avião militar russo caiu na segunda-feira numa área residencial da cidade de Yeysk, junto às margens do Mar de Azov, perto da Ucrânia, segundo o ministério da Defesa da Rússia.
O balanço mais recente indica que o acidente provocou pelo menos 15 mortos, entre os quais três crianças, e 19 feridos, de acordo com a Sede de Operações de Emergência da região de Krasnodar.
Após contabilizar 13 vítimas, os socorristas "encontraram outra pessoa morta", declarou o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev.
O avião militar russo colidiu com um edifício na cidade de Yeisk, segundo as autoridades. Testemunha oculares alertaram que todo o edifício de nove andares foi consumido pelas chamas, segundo a agência russa TASS.
O presidente russo, Vladimir Putin, foi informado do incêndio e ordenou que "toda a assistência necessária fosse dada às vítimas do incidente do avião militar", disse o Kremlin à agência de notícias estatal TASS.
"No local da queda do Sukhoi 34 no pátio de uma zona residencial, o combustível do avião pegou fogo", informou o ministério, enquanto imagens nas redes sociais filmadas por testemunhas mostram um incêndio gigantesco em um prédio.
Citado pela agência Associated Press, o ministério diz que o acidente terá sido causado por uma "falha no motor" e adianta que o piloto e o tripulante que seguiam a bordo conseguiram ejetar-se e "estão a salvo".
De acordo com o ministério das Situações de Emergência, citado por agências russas, o fogo espalhou-se para um prédio de apartamentos, com cinco dos seus nove andares em chamas, cobrindo cerca de 2000 m2.
Tratava-se de um voo de treino, informou a mesma fonte.
O governador da região russa de Krasnodar, Benïamin Kontradtiev, indicou, por sua vez, que "todos os bombeiros e unidades de resgate da região estão ocupados em apagar o fogo".
A cidade de Yeysk está localizada no Mar de Azov, em frente à cidade ucraniana de Mariupol, devastada por bombardeamentos e um longo cerco durante os primeiros meses da ofensiva russa.
Notícia atualizada às 20:06 de 18 de outubro

