Exclusivo Arthur Lira. O homem mais pressionado do Brasil

Presidente da Câmara dos Deputados, expoente da ala clientelista do Congresso e com longo cadastro de acusações de corrupção, recusa para já abrir impeachment contra Bolsonaro, que investiu muito dinheiro para o eleger. Mas oposição, ruas e imprensa apertam

"Não há, neste momento, nada que justifique a abertura de um processo de impeachment porque, além de jurídico, ele é absolutamente político, e todos sabem disso", disse Arthur Lira, na última terça-feira. O presidente da Câmara dos Deputados, que é quem, de acordo com a Constituição do Brasil, tem o poder de colocar em votação na casa a destituição de Jair Bolsonaro nega a possibilidade para frustração da oposição. Aliado do presidente da República, que investiu muito dinheiro na sua eleição, o político de 52 anos, cuja trajetória é repleta de controvérsias, é o homem mais pressionado do país por estes dias.

Do lado jurídico, a oposição já tratou do assunto: pegou 122 pedidos de impeachment perdidos na gaveta de Lira e juntou-os numa peça só, a que chamou de "superpedido", listando 23 crimes de Bolsonaro. Além de seis partidos de esquerda e centro-esquerda e de organizações sociais, assinam o documento nomes de direita, como os bolsonaristas arrependidos Alexandre Frota e Joice Hasselman, ou os dirigentes do Movimento Brasil Livre, formado para pedir a destituição de Dilma Rousseff, em 2016.

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