Míssil russo atinge centro comercial em Kremenchuk. Pelo menos 18 mortos

Mais de 50 pessoas ficaram feridas na sequência do ataque ao centro comercial, indicam os serviços de emergência da Ucrânia.

DN

Um míssil russo atingiu na segunda-feira um centro comercial na cidade de Kremenchuk, situada no centro da Ucrânia às margens do rio Dnipro, matando pelo menos 18 pessoas e causando ferimentos em 59 pessoas, de acordo com a mais recente atualização dos serviços de emergência que continuam as operações de resgate no local.

Segundo a notícia divulgada pelo jornal The Guardian, o presidente ucraniano afirmou que mais de 1.000 civis se encontravam no centro comercial no momento do ataque. O incêndio continua ativo, depois do ataque.

"Cenas de terror em Kremenchuk, quando um míssil russo atinge o centro comercial. Um homem diz ao telefone: 'as pessoas estavam no prédio, as paredes começaram a cair'", anunciou ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Os ocupantes dispararam um míssil contra um centro comercial onde havia mais de mil civis. O centro comercial está em chamas e as equipas de resgate combatem o fogo. O número de vítimas é impossível de imaginar", disse o governador regional Dmytro Lunin no Telegram.

"O tiro de míssil em Kremenchuk atingiu um local muito movimentado sem qualquer relação com as hostilidades", denunciou no Facebook Vitali Maletsky, autarca desta cidade que tinha 220 mil habitantes antes da guerra.

Em simultâneo, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou num comunicado que o ataque demonstra a "crueldade e a barbárie" do Presidente russo, Vladimir Putin, e que apenas contribuirá para "reforçar a determinação" ocidental no apoio a Kiev.

"Putin deve compreender que o seu comportamento apenas reforçará a determinação do Reino Unido e de todos os outros países do G7 em apoiar a Ucrânia o tempo que for necessário", acrescentou.

O ataque atingiu um centro comercial em Krementchuk, centro da Ucrânia, no segundo dia da cimeira das grandes potências económicas do G7 nos Alpes da Baviera, sul da Alemanha, um encontro em grande parte dominado pela guerra desencadeada pela Rússia.

A guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa de 24 de fevereiro, entrou hoje no 124.º dia. A ONU já confirmou a morte de mais de 4.600 civis, alertando, contudo, que o balanço real será consideravelmente superior.

Notícia atualizada a 28 de junho, às 10:34