Arcebispo proíbe Nancy Pelosi de comungar por apoiar direito ao aborto

"Como não repudiou publicamente a sua posição sobre o aborto e continua a referir-se à sua fé católica, o momento chegou", justificou o arcebispo de São Francisco.
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O arcebispo de São Francisco disse à presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, que ela está impedida de receber a comunhão devido ao seu apoio ao direito ao aborto, informou a arquidiocese em carta divulgada nesta sexta-feira (20).

O arcebispo Salvatore Cordileone escreveu na carta que já havia pedido a Pelosi que "repudiasse publicamente a defesa dos 'direitos' ao aborto ou se abstivesse de se referir à sua fé católica em público e receber a Sagrada Comunhão", caso contrário teria de enfrentar as consequências e ser-lhe-ia negado acesso ao ritual da comunhão.

"Como não repudiou publicamente a sua posição sobre o aborto e continua a referir-se à sua fé católica para justificar a sua posição e receber a Sagrada Comunhão, esse momento chegou", disse o arcebispo.

"Estou a notificá-la que não deve apresentar-se para a Sagrada Comunhão e, se o fizer, não deve ser admitida, até que repudie publicamente a sua defesa da legitimidade do aborto e confesse e receba a absolvição deste grave pecado no sacramento da Penitência", acrescentou.

Pelosi, uma católica de longa data da Califórnia, já admitiu que trabalharia para fazer aprovar uma lei para confirmar o direito continuado das mulheres ao aborto, após a revelação de um projeto de sentença do Supremo Tribunal para anular a famosa decisão Roe v Wade, a decisão de 1973 que garantia o acesso ao aborto em todo o país.

O gabinete de Pelosi ainda não fez comentários à divulgação da carta do arcebispo. A comunhão - a passagem durante a missa em que os fiéis consomem a hóstia abençoada por um padre - é um ritual considerado fulcral na Igreja Católica.

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