Ucrânia diz que são precisos 10 anos para encontrar alternativas para o transporte de cereais

Há precisamente quatro meses começou a ofensiva militar da Rússia em território ucraniano. Os combates centram-se agora na região de Donbass, no leste do país, com as forças ucranianas a receberem ordens para a retirada militar das posições que mantinham em Severodonetsk, uma cidade que está 90% destruída, segundo o governador regional.

DN
© EPA/OLEKSANDR RATUSHNIAK
Ucrânia diz que são precisos 10 anos para encontrar alternativas para o transporte de cereais

A Ucrânia precisaria de 10 anos para construir infraestruturas capazes de substituir os portos do mar Negro, cujo bloqueio pela Rússia impede a exportação de cereais para todo o mundo, disse hoje o vice-ministro ucraniano da Política Agrária.

"Para as rotas alternativas, seriam necessários 10 anos de investimento para tentar construir as infraestruturas necessárias para substituir estas infraestruturas portuárias do mar Negro, que levámos cerca de 20 anos a construir desde o ano 2000", disse Taras Vysotsky, numa entrevista à agência de notícias AFP.

"Estas rotas alternativas são importantes", mas só permitem o transporte de um terço das exportações ucranianas, ou seja, 20 e 25 milhões de toneladas por ano contra 60 ou 70 milhões de toneladas através das instalações atuais, sublinhou.

Entre esses caminhos, Taras Vysotsky citou as ferrovias, camiões e navios que passam pelos portos da Roménia e da Polónia, em particular.

Lusa

Conselho Europeu aprovou nove mil milhões de euros de ajuda financeira à Ucrânia

O primeiro-ministro polaco Mateusz Morawiecki anunciou esta sexta-feira na cúpula do Conselho Europeu, em Bruxelas, que foi aprovado a entrega de nove mil milhões de euros à Ucrânia.

"Há uma guerra na Ucrânia e não há nada para pagar enfermeiros, professores, policiais, guardas de fronteira ou muitos outros serviços públicos", salientou, assegurando que os países europeus vão continuar a fornecer assistência militar à Ucrânia.

“A vantagem da Rússia na artilharia, de acordo com os aliados e nossas próprias fontes, é de 1 contra 8 ou de 1 contra 10. É difícil lutar contra uma força inimiga tão avassaladora. É por isso que a Polónia, assim como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e os Estados Bálticos, estão a fazer tudo o que é possível para ajudar a Ucrânia a obter as armas”, frisou.

Moscovo diz que candidatura da Ucrânia à União Europeia serve para "conter" Rússia

O governo russo classificou esta sexta-feira a admissão de Ucrânia e Moldávia como candidatos a integrar a União Europeia (UE) como uma manobra ocidental de "contenção" geopolítica da Rússia.

A admissão desses países como candidatos à UE "confirma que o apoderamento do espaço da CEI [Comunidade de Estados Independentes, que reúne várias ex-repúblicas soviéticas] prossegue ativamente, com o objetivo de conter a Rússia", afirmou em comunicado a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.

Segundo a porta-voz, Bruxelas recorre a "métodos de chantagem política e económica" para que os países candidatos a aderir à UE adotem "sanções ilegítimas" contra a Rússia.

AFP

UEFA proíbe jogos das competições europeias na Transnístria

O Comité Executivo da UEFA decidiu hoje que nenhum jogo das competições europeias por si organizadas será disputado na região da Transnístria, na Moldávia, até novo aviso, por causa da guerra na Ucrânia.

De acordo com UEFA, esta medida foi tomada "em consonância com decisões anteriores adotadas à luz da escalada militar em larga escala que levou à invasão do território ucraniano pelo exército russo" e baseia-se "em considerações e conclusões que foram sistematicamente extraídas pelas agências especializadas em análise política e estratégica internacional", cujos relatórios foram consultados pelo organismo máximo do futebol, após avaliação da situação atual na região da Transnístria.

"O Comité Executivo da UEFA, enquanto órgão competente para elaborar os regulamentos que regem a realização das competições da UEFA (de acordo com o artigo 50.º, n.º 1, dos Estatutos da UEFA), tem a responsabilidade geral de assegurar o bom funcionamento das suas competições, o que inclui a obrigação de impedir temporariamente a realização de jogos das competições da UEFA em determinadas regiões quando o conjunto de circunstâncias o exigir", referiu o órgão executivo da UEFA, a justificar a sua decisão.

Mais fez saber o mesmo comité que o Sheriff Tiraspol, que irá participar, em representação da Moldávia, na próxima pré-eliminatória da Liga dos Campeões em 2022/23, foi convidado a propor um estádio alternativo, o qual deve cumprir todos os regulamentos aplicáveis da UEFA, fora da região da Transnístria, para a realização dos seus jogos em casa nas competições de clubes da UEFA, enquanto a proibição de jogar na região continuar em vigor.

Lusa

Ucrânia confisca milhares de antiguidades roubadas após operações de busca

A Ucrânia afirmou esta sexta-feira que confiscou uma coleção de antiguidades, avaliada em vários milhões de dólares, supostamente roubadas em museus da Crimeia - um território anexado pela Rússia - após várias operações policiais em Kiev.

As autoridades indicaram que a polícia encontrou milhares de artefactos da Idade do Bronze e da Idade Média num escritório de Kiev e apresentaram alguns deles durante uma conferência de imprensa realizada no Museu de História da Ucrânia.

"Mais de 6000 antiguidades foram encontradas, incluindo espadas, sabres, capacetes, ânforas e moedas", disse a procuradora-geral, Iryna Venediktova.

A operação foi realizada como parte de uma investigação sobre as "atividades ilegais" de um ex-deputado ucraniano que também atuou como oficial de alto escalão na Crimeia.

AFP

Putin defende posição da Rússia sobre crise alimentar global

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta sexta-feira que a ação militar russa na Ucrânia não foi responsável pela crise global de alimentos, culpando o Ocidente por impedir a exportação de grãos russos.

"O mercado de alimentos está desequilibrado da maneira mais séria", disse Putin, falando na cúpula virtual "BRICS Plus" que reuniu líderes de 17 países, incluindo China, Índia, Brasil e África do Sul.

Putin acusou os países ocidentais, em particular os Estados Unidos, de "desestabilizar a produção agrícola global" com restrições à entrega de fertilizantes da Rússia e da Bielorrússia e de "tornar difícil" para Moscovo exportar grãos.

"O aumento dos preços de produtos agrícolas básicos, como grãos, atingiu mais duramente os países em desenvolvimento, mercados em desenvolvimento onde pão e farinha são meios necessários de sobrevivência para a maioria da população", disse Putin.

AFP

EUA e Alemanha pedem à Rússia para não bloquear trigo

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e o seu homólogo dos Estados Unidos pediram hoje à Rússia que permita a saída de trigo dos portos ucranianos, acusando Moscovo de criar uma crise alimentar.

"É claro que não vamos virar as costas aos muitos países do mundo que estão ameaçados pela fome como resultado da guerra" na Ucrânia, disse Annalena Baerbock ao lado de Anthony Blinken, que participa numa conferência internacional em Berlim sobre as repercussões da invasão russa no abastecimento de alimentos.

O secretário de Estado norte-americano referiu, por seu turno, que irá procurar uma solução diplomática para a questão alimentar, garantindo que continuará, ao mesmo tempo, a fazer pressão sobre a Rússia.

Tanto Blinken quanto Baerbock lembraram que as sanções contra Moscovo não afetam os alimentos, pelo que a Rússia não tem motivos para reter o seu próprio trigo, que também é necessário em muitos países do mundo.

"Muitos países abriram exceções para alimentos, incluindo o seguro de transporte. É por isso que a Rússia não tem razões nenhumas para reter o trigo", apontou a ministra alemã.

Baerbock acusou ainda a Rússia de estar a ter um comportamento "cínico" sobre a questão e de espalhar informações falsas sobre o tema para responsabilizar o Ocidente pela crise alimentar.

"A Rússia trava uma guerra com armas, com trigo e também com informações falsas que temos de combater", afirmou.

Os dois chefes da diplomacia asseguraram estarem a ser procuradas soluções, tanto por mar como por terra, que permitam vender o trigo ucraniano.

"Queremos organizar a saída de trigo [do país] também por via terrestre, embora esta (...) seja complicada do ponto de vista técnico e logístico", admitiu Annalena Baerbock.

Lusa

Lavrov considera que a UE e a NATO estão a criar uma "aliança" para travar uma guerra com a Rússia

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, considerou esta sexta-feira que a União Europeia (UE) e a NATO estão a criar uma "aliança" para, "essencialmente", travar uma guerra com a Rússia, noticia a CNN International.

Questionado sobre o estatuto da Ucrânia e da Moldávia de países candidatos ao bloco europeu, Lavrov afirmou, em conferência de imprensa no Azerbaijão, que a UE, ao contrário da NATO, não é uma aliança político-militar, pelo que o relacionamento com outros países não representa uma ameaça para a Rússia.

MNE alemã acusa a Rússia de usar a "fome como arma de guerra" e de manter "o mundo inteiro como refém"

Annalena Baerbock, ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, acusou esta sexta-feira a Rússia de usar "a fome como arma de guerra" e de manter "o mundo inteiro como refém".

As afirmações, citadas pelas CNN International, foram proferidas em Berlim, onde decorre a conferência "Uniting for global food security" ("Unidos pela segurança alimentar global", em tradução livre), na qual participa também o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

Deputados búlgaros aprovam negociações de adesão da Macedónia do Norte à UE

O Parlamento da Bulgária aprovou hoje a retirada do veto às negociações de adesão da Macedónia do Norte à União Europeia (UE).

"A decisão foi adotada com 170 votos a favor, 37 contra e 21 abstenções", anunciou o vice-presidente do Parlamento búlgaro, Atanas Atanasov.

A proposta abre o caminho para o governo desbloquear o início das negociações, em troca de garantias da UE à Bulgária de que a Macedónia do Norte cumprirá suas demandas sobre antigas disputas históricas e linguísticas.

AFP

Kremlin considera que candidatura da Ucrânia à UE é uma questão interna europeia

O Kremlin considerou que se trata de uma questão europeia a decisão da UE em conceder à Ucrânia o estatuto de candidata à adesão ao bloco europeu.

"São assuntos internos europeus. É muito importante para nós que todos estes processos não nos tragam mais problemas e mais problemas nas relações destes países connosco", disse o porta-voz do Kremlin , Dmitry Peskov, a jornalistas.

Referindo-se às relações de Moscovo com a UE, Peskov afirmou que seria "muito difícil estragá-las ainda mais".

Em relação à Moldávia, que também recebeu o estatuto de candidata à UE - Peskov disse que o antigo país soviético "quer tornar-se mais europeu do que os próprios europeus".

"Parece que para eles quanto mais anti-russos parecerem, mais os europeus devem gostar deles", declarou.

AFP

"Ataque terrorista" em Kherson mata funcionário nomeado por Moscovo

Dmitry Savluchenko, chefe do Departamento de Juventude e Desporto da região de Kherson - ocupada pelas forças pró-Rússia -, foi morto na sequência "de um ataque terrorista", de acordo com a agência de notícias Ria Novosti.

O funcionário da administração nomeada por Moscovo terá sido morto quando entrou no carro e este explodiu.

"Um artefato explosivo foi colocado no seu carro", disse um representante da administração da região de Kherson à agência de notícias Interfax.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fala em "ato de terrorismo". "Os nossos militares estão lá e, claro, esta atividade terrorista merece a nossa atenção especial. Não passam de atos de terrorismo", afirmou, citado pelo The Guardian.

Ucrânia, alterações climáticas e crise alimentar e energética no topo da agenda da cimeira do G7

Os líderes dos sete países mais desenvolvidos (G7) discutirão o apoio à Ucrânia, as alterações climáticas e as crises alimentar e energética, agravadas pela agressão militar russa em território ucraniano, numa cimeira que começa domingo na Alemanha.

Os chefes de Estado e de Governo dos Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Alemanha, que tem a presidência rotativa este ano do G7, vão ocupar-se destes temas e de como prosseguir nas sanções à Rússia durante o encontro de três dias, até terça-feira, no castelo e complexo hoteleiro de Elmau, nos Alpes Bávaros, como adiantou uma fonte alemã esta segunda-feira.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que o G7 deixará claro nesta cimeira que a Ucrânia pode contar com o apoio de que necessita "durante o tempo que for necessário" e que o grupo quer "garantir que os cálculos do presidente russo (Vladimir Putin) não resultem".

Numa entrevista à agência noticiosa alemã DPA publicada no sábado passado, Scholz disse que quer usar o encontro para discutir as perspetivas de longo prazo da Ucrânia, que foi convidada e aceitou participar na reunião.

Não foi ainda esclarecido se o presidente ucraniano vai participar presencialmente ou por videoconferência na cimeira do G7.

Se estiver presente em Elmau, esta será a primeira vez que Volodymyr Zelensky sai do território ucraniano desde o início da invasão russa, no final de fevereiro.

Lusa

EUA avançam que forças russas têm ordens para bloquear os portos ucranianos de Odessa e Ochakiv

Os EUA têm informações de que a frota russa “tem ordens para bloquear efetivamente os portos ucranianos de Odessa e Ochakiv", afirmou um funcionário norte-americano à CNN Internacional.

De acordo com este oficial dos EUA, as informações recentemente desclassificadas dão conta ainda de que as forças russas estão a colocar minas no Mar Negro, tendo já minado o rio Dnipro.

“Podemos confirmar que, apesar das alegações públicas da Rússia de que não está a minar o noroeste do Mar Negro, a Rússia está na realidade a colocar minas no Mar Negro perto de Ochakiv”, disse o funcionário dos EUA à CNN na quinta-feira.

Queda de avião de carga militar causa quatro mortos na Rússia

Um avião de carga militar caiu hoje na região russa de Ryazan, 200 quilómetros a sudeste de Moscovo, matando quatro pessoas e ferindo cinco, avançaram as autoridades locais.

"Segundo informações preliminares, quatro pessoas morreram em consequência de um acidente de avião na área da autoestrada Mikhailovsky, na cidade de Ryazan", segundo um comunicado da unidade de crise formada pelo governo regional, citado pela agência de notícias russa TASS.

Lusa

Rússia intensifica ofensiva em Lugansk, diz exército ucraniano

O exército russo intensificou os ataques aéreos e terrestres em Severodonetsk e Lisichansk, principais cidades da região de Lugansk, no leste da Ucrânia, avançou hoje o Estado-Maior das Forças Armadas ucraniano.

"As tropas russas continuam as operações ofensivas na zona operacional leste para obter o controle total das regiões de Donetsk e Lugansk", disse o Estado-Maior ucraniano, na rede social Facebook.

A Rússia "usou tanques, morteiros, canhões e foguetes de artilharia perto de locais como Lisichansk, Severodonetsk, Bila Hora, Vovchoiarivka, Spirne e Berestove", de acordo com o relatório, que menciona ainda ataques aéreos.

Os russos estão a cercar a cidade estratégica de Severodonetsk há semanas, onde algumas centenas de civis e soldados estão refugiados nas instalações do complexo químico de Azot.

As tropas de Moscovo também tentam controlar a vizinha cidade de Lisichansk, para tentar dominar totalmente a região de Lugansk, onde operam guerrilheiros pró-russos, tal como na vizinha zona de Donetsk.

Em Donetsk, os combates mais ferozes são pelo controlo de Sloviansk, referiu o Estado-Maior das Forças Armadas ucraniano.

Os russos querem "manter um corredor terrestre" entre o leste da Ucrânia e a Crimeia, península ocupada por Moscovo desde 2014 e "bloquear as rotas de navegação da Ucrânia na parte noroeste do mar Negro", explicou o mesmo documento.

O Estado-Maior ucraniano acrescentou que a Rússia pretende controlar algumas das áreas ocupadas na região de Kherson, no noroeste, e na região sul de Zaporijia, onde está localizada a maior central nuclear europeia, a operar já sob controlo russo.

No nordeste da Ucrânia, a zona mais atingida é a capital da região, Kharkiv, onde "os russos lançaram ataques de artilharia", referiu o relatório, que indicou ainda um aumento das operações de grupos de "sabotagem e reconhecimento".

Lusa

Tropas ucranianas recebem ordens para retirada militar de Severodonetsk, anuncia governador

Depois de semanas de combates intensos, as tropas ucranianas vão retirar-se de Severodonetsk, uma cidade estratégica na região do Donbass. A informação foi dada pelo governador de Lugansk, indicando que os militares já receberam ordens para abandonar as posições nesta cidade do leste da Ucrânia.

"Infelizmente temos que retirar os nossos militares de Severodonetsk. Ficar em posições destruídas não faz sentido, o número de mortos está a crescer”, afirmou o governador de Lugansk, Sergei Haidai, em declarações à televisão ucraniana, de acordo com o The Guardian .

“Os nazis quase destruíram Severodonetsk. 90% da cidade foi danificada, 80% dos edifícios residenciais terão que ser demolidos, não será possível sequer recuperá-los”, declarou na mensagem que divulgou esta manhã na rede social Telegram.

Reunião entre ONU, Rússia e Ucrânia na Turquia "resultará de meses de trabalho intenso", diz Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas afirmou à Lusa que a reunião entre a ONU, Rússia e Ucrânia na Turquia, prevista para "as próximas semanas" e focada no transporte de cereais, será o culminar "de meses de trabalho intenso".

De acordo com António Guterres, esta "é, porventura, a tarefa mais importante" em que está envolvido a "curto prazo".

"Isto corresponderá ao resultado de meses de trabalho intenso e de contacto intenso e é, porventura, a tarefa mais importante em que eu, neste momento, estou envolvido a curto prazo", disse o líder das Nações Unidas em entrevista à Lusa, na sede da organização, em Nova Iorque, a poucos dias de estar em Lisboa para participar na conferência da ONU sobre Oceanos que arranca na segunda-feira na capital portuguesa.

Apesar de defender que as alterações climáticas, a defesa dos Oceanos e a luta contra a poluição são objetivos existenciais para o planeta e para a sua população, e que a guerra na Ucrânia não nos pode fazer esquecer dessas questões, Guterres salientou que a crise alimentar é uma prioridade absoluta.

"Agora, a curto prazo, é preciso resolver o problema da crise alimentar e não há outra maneira de resolver esse problema a não ser mobilizando um conjunto de atores para um acordo que permita que, finalmente, os cereais ucranianos saiam dos seus silos pelo Mar Negro e que os fertilizantes russos possam ajudar a adubar as produções alimentares em todo o mundo", reforçou.

Uma reunião quadripartida com representantes das Nações Unidas, Rússia e Ucrânia terá lugar nas "próximas semanas" na Turquia para organizar o transporte de cereais através do Mar Negro, segundo informações avançadas por Ancara.

A ONU está a negociar há várias semanas com Moscovo, Kiev e Ancara um acordo que permita a saída dos cereais da Ucrânia em segurança, e que também assegure o acesso de produtos agrícolas russos, incluindo fertilizantes, ao mercado internacional.

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