Zelensky repreende Ocidente e presidente do Senado russo alerta para "caça às bruxas"

A guerra na Ucrânia entra no quarto mês, com as forças de Moscovo a intensificarem os ataques à região de Donbass. "O exército russo pretende destruir completamente Severodonetsk", uma cidade estratégica a noroeste da região, disse o governador.

DN
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Presidente do Senado russo alerta para "caça às bruxas"

A presidente do Conselho da Federação (Senado) da Rússia, Valentina Matviyenko, alertou hoje para uma "caça às bruxas" daqueles que rejeitam a "operação militar especial" na Ucrânia.

"Precisamos que não haja uma 'caça às bruxas'. Se começar, seria a pior coisa que poderia acontecer, disse Matviyenko em plenário antes de o senador Pavel Tarakanov propor um mecanismo para interditar figuras ligadas ao setor da cultura que se manifestaram contra as ações militares russas em território ucraniano.

De acordo com Pavel Tarakanov, essas pessoas deveriam ser proibidas de ocupar cargos estatais e participar em projetos com presença estatal.

O senador indicou que, no início da guerra na Ucrânia, várias personalidades da cultura declararam-se envergonhadas e abandonaram o país.

Lusa

Zelensky repreende Ocidente enquanto Rússia se aproxima da cidade industrial de Severodonetsk

Volodymyr Zelensky repreendeu o Ocidente por não fazer o suficiente para ajudar a Ucrânia a vencer a guerra, numa altura em que as tropas russas estão perto de cercar a importante cidade industrial de Severodonetsk, um objetivo militar pra a Rússia.

O governador regional de Lugansk, Sergiy Gaiday, descreveu os combates nos arredores da cidade com "muito difíceis" e revelou que as forças russas estavam a bombardear a localidade com recurso a morteiros. "A próxima semana será decisiva", afirmou, num vídeo publicado no Telegram.

"Precisamos da ajuda dos nossos parceiros. Acima de tudo, precisamos de armas para a Ucrânia. Ajuda total, sem exceções, sem limites, suficiente para vencer", apelou Zelensky, no seu discurso diário à nação, acusando a comunidade internacional de prestar muita atenção aos interesses da Rússia e pouca aos da Ucrânia.

AFP

Suíça abre processo para devolver bens de um político ucraniano

O Conselho Federal da Suíça (Executivo) iniciou hoje os procedimentos para confiscar e devolver à Ucrânia bens de um político ucraniano próximo do antigo Presidente pró-russo Viktor Yanukovych, afastado em 2014.

Desde então, a Suíça bloqueou mais de 100 milhões de francos suíços (mais de 97 milhões de euros) em bens pertencentes a Yuri Ivaniushchenko, que é acusado na Ucrânia de fuga de capitais e crime organizado, e embora os bens tenham sido reclamados durante anos por Kiev permaneceram congelados pelas autoridades suíças.

O Tribunal Administrativo Federal irá agora determinar se as condições para confiscar estes bens são apropriadas e, em caso afirmativo, serão entregues à Ucrânia, segundo um comunicado oficial.

"A Ucrânia enfrentou dificuldades na confiscação destes bens, e estas foram agravadas com o começo da guerra", afirma-se no comunicado, segundo o qual a medida não está ligada às sanções adotadas pela Suíça contra líderes e empresários russos ligados ao Kremlin, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Lusa

Bruxelas propõe mais medidas para evitar que oligarcas russos escapem às sanções

A Comissão Europeia quer evitar que os oligarcas russos escapem às sanções impostas a Moscovo e propôs hoje o alargamento do número de bens que podem ser confiscados e a criminalização das tentativas de evasão às medidas.

Como uma das medidas, Bruxelas propõe que a apreensão de bens possa ser alagada a mais casos do que os atualmente previstos, através de uma diretiva que dotará as autoridades competentes dos instrumentos necessários.

Esta diretiva permitirá confiscar os bens dos oligarcas russos que tentam violar as sanções europeias impostas a Moscovo, ao moverem, por exemplo, os seus iates para fora da UE ou mudando o proprietário dos seus bens.

Além disso, a Comissão Europeia propôs criminalizar as tentativas de evasão às sanções, medida que visa acabar com as diferenças entre os países da UE, alguns dos quais não penalizam este comportamento.

Lusa

Portugal pondera envio de mais material em função das necessidades

A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, disse hoje que Portugal está a ponderar o envio de mais material para Ucrânia, em função das necessidades daquele país, e que as 160 toneladas já cedidas estão "em trânsito".

"Continuamos, como tem sido dito, na medida das nossas possibilidades e em função do que é também o pedido da Ucrânia, das suas necessidades, a ponderar o envio de apoio, de material. E, portanto, é o que continuaremos a fazer", afirmou a ministra, em declarações à Lusa na cidade da Praia, onde participou hoje numa reunião de ministros da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Não há, digamos, muito mais a dizer, sendo que continua em trânsito e em preparação o envio das 160 toneladas de material que temos preparadas para a Ucrânia", acrescentou a governante, sem entrar em "aspetos concretos" deste transporte "por questões de segurança".

Helena Carreiras disse ainda não ter informação sobre a material cedido por Portugal entre os arsenais de equipamentos militares alegadamente cedidos por países ocidentais que as forças russas têm alegado ter destruído na Ucrânia nos últimos dias.

Lusa

Putin reforça serviços secretos com nomeação de ministro de Emergências

O Presidente russo, Vladimir Putin, reforçou hoje os serviços secretos da Rússia com a nomeação do general Alexandr Kurenkov como novo ministro para Situações de Emergência.

O Senado aprovou na véspera a nomeação de Kurenkov, que iniciou carreira no Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

O major-general, de 49 anos, também exerceu funções no Serviço Federal de Proteção (FSO), onde era responsável pela segurança dos altos funcionários.

Nos últimos anos serviu como chefe adjunto da Guarda Nacional, um dos principais braços da repressão da oposição e da dissidência do país.

Kurenkov vem substituir Aleksandr Chupriyan, que era chefe interino da pasta desde setembro de 2021 com a morte do então ministro, Yevgeny Zinichev.

Segundo diferentes media, desde o início da "operação militar especial" da Rússia na Ucrânia, que Putin se rodeia de um círculo de conselheiros cada vez mais pequeno e constituído por "falcões" como o Secretário do Conselho da Segurança russo, Nikolai Patrushev.

Patrushev garantiu à imprensa local que o exército russo está determinado em pôr fim, de uma vez por todas, ao "nazismo" na Ucrânia, mas descartou a ideia de que Moscovo tem prazos específicos estabelecidos para alcançar os seus objetivos.

Segundo relatos da imprensa, as forças de segurança estão descontentes com o lento avanço do exército russo em território ucraniano, onde tem sido incapaz de quebrar a resistência das tropas ucranianas, especialmente em Donbas.

Entretanto, os apoiantes do cessar-fogo, especialmente os empresários russos, criticam tanto a falta de previsão do Kremlin sobre o impacto da campanha militar, como a ausência de um plano de saída que minimizasse o custo económico das sanções.

Lusa

União Africana defende levantamento de sanções a cereais e fertilizantes russos

A União Africana (UA) defende um levantamento de embargos a fertilizantes e cereais russos e ao pagamento de importações em rublos devido risco de "fome generalizada" em África, afirmou hoje o atual presidente, Macky Sall, chefe de Estado do Senegal.

Numa conversa com o empresário e filantropo sudanês Mo Ibrahim, no âmbito de um Fórum sobre o impacto das alterações climáticas em África, Sall disse que é urgente "um cessar-fogo, permitindo que a Ucrânia reexporte os seus cereais, inclusive para a África e o resto do mundo, mas também autorize a Rússia a vender fertilizantes e cereais".

"Para isso, é necessário levantar as sanções que dizem respeito ao modo de pagamento, pelo menos no que diz respeito a estes produtos [alimentares] vitais para o desenvolvimento de África", vincou.

Rússia e a Ucrânia são dois dos maiores produtores mundiais de cereais e fertilizantes, sendo responsáveis por mais de metade do fornecimento mundial de óleo de girassol e de 30% do trigo, em grande parte para o continente africano.

Lusa

Putin reforça serviços secretos com nomeação de ministro de Emergências

O Presidente russo, Vladimir Putin, reforçou hoje os serviços secretos da Rússia com a nomeação do general Alexandr Kurenkov como novo ministro para Situações de Emergência.

O Senado aprovou na véspera a nomeação de Kurenkov, que iniciou carreira no Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

O major-general, de 49 anos, também exerceu funções no Serviço Federal de Proteção (FSO), onde era responsável pela segurança dos altos funcionários.

Nos últimos anos serviu como chefe adjunto da Guarda Nacional, um dos principais braços da repressão da oposição e da dissidência do país.

Lusa

Dois mortos em bombardeamento russo na região de Kharkiv

Duas pessoas morreram esta quarta-feira na sequência de um bombardeamento russo na cidade de Balakliya, na região de Kharkiv, adiantam as autoridades regionais.

Nataliya Popova, conselheira do chefe do Conselho Regional de Kharkiv, disse que sete pessoas ficaram, incluindo uma criança que está em estado crítico.

Balakliya fica a noroeste de Izium, cidade que está ocupada por forças russas.

Empresários russos instalam-se no Dubai para fugir das sanções

Afetados pelas sanções impostas à Rússia por invadir a Ucrânia, cada vez mais empresários, autónomos e artistas russos se instalam no Dubai, o rico emirado do Golfo que declarou neutralidade sobre o conflito.

Em IFZA, umas das muitas zonas francas criadas para atrair investimentos estrangeiros, "o número de empresários e start-ups russas multiplicou-se por dez em relação ao ano passado", afirmou seu diretor-executivo, Jochen Knecht.

Os "investimentos russos são bem-vindos" num país de nove milhões de habitantes - 90% estrangeiros -, na sua maioria trabalhadores pouco qualificados da Ásia.

Destino turístico de luxo e frequentemente acusado de paraíso fiscal, o Dubai costuma ser frequentada por russos com alto poder aquisitivo, interessados principalmente no setor imobiliário. Entre eles, alguns magnatas sancionados pelos países ocidentais, como o antigo proprietário do clube Chelsea, Roman Abramovitch, que visitou casas em Dubai em março, segundo a agência Bloomberg.

AFP

Ucrânia critica NATO por "não fazer literalmente nada" para travar a Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros a Ucrânia, Dmytro Kuleba, acusou esta quarta-feira a NATO de "não fazer literalmente nada" perante a invasão da Rússia.

"A NATO como aliança, como instituição, está completamente marginalizada e não faz literalmente nada. Lamento dizer isso", disse Kuleba ao Fórum Económico Mundial em Davos.

Ainda assim, Kuleba deixou elogios à União Europeia por ter tomado "decisões evolucionárias e inovadoras, que nem eles mesmos esperavam tomar", para a apoiar a Ucrânia.

"No início da guerra, havia um sentimento público de que a NATI era a força forte e a UE só era capaz de expressar vários níveis diferentes de preocupação. Mas a guerra é sempre um teste que tira as máscaras", acresentou.

AFP

Moscovo diz que o porto de Mariupol já foi reaberto após remoção de minas

A Rússia anunciou hoje que o porto da cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, já reabriu depois de as tropas russas assumirem o controle da cidade no Mar de Azov.

Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa, disse numa conferência de imprensa que o porto "começou a funcionar normalmente" após a desminagem.

Konstantin Ivashchenko, novo autarca da cidade de Mariupol nomeado pelo Kremlin, afirmou na televisão russa que um navio com cerca de 3000 toneladas de produtos metálicos partirá em breve do porto para a cidade de Rostov-on-Don, no sul da Rússia, acrescentando que o porto de Mariupol recebeu 4000 trabalhadores.

"Praticamente todos os escombros foram removidos e o porto está a ser preparado para embarcar a primeira carga em Mariupol. O carregamento partirá nos próximos dias", disse Ivashchenko, revelando que ao porto chegarão materiais de construção para reconstruir a cidade.

AFP

Putin visita soldados feridos em Hospital de Moscovo

Vladimir Putin foi fotografado a visitar soldados feridos durante o conflito na Ucrânia.

O presidente russo aparece nas fotografias a apertar a mão a médicos e pacientes no Hospital Clínico Militar Mandryk, em Moscovo.

Governo ucraniano considera "violação flagrante" plano de passaporte russo para cidadãos de regiões controladas pela Rússia

O governo ucraniano acusou o Kremlin de comportamento "criminoso", depois de ter sido revelado o plano russo de tornar mais fácil para os ucranianos que vivem em regiões controladas pela Rússia a obtenção de passaporte russo.

"A emissão ilegal de passaportes é uma violação flagrante da soberania e integridade territorial da Ucrânia, bem como das normas e princípios do direito internacional humanitário", disse o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia em comunicado.

AFP

Combatentes de grupo bielorrusso acusados de matar civis na Ucrânia

Dois supostos combatentes do Grupo Wagner, da Bielorrússia, foram acusados de assassinar civis perto de Kiev, o que faz deles os primeiros mercenários internacionais a enfrentar acusações de crimes de guerra na Ucrânia.

Os promotores ucranianos divulgaram os nomes e fotografias de oito homens procurados por supostos crimes de guerra – incluindo assassinato e tortura – na vila de Motyzhyn.

Cinco são soldados russos, um é um mercenário russo do Grupo Wagner e os outros dois são mercenários bielorrussos.

PM da Eslováquia sublinha necessidade urgente do país abandonar gás russo

O primeiro-ministro da Eslováquia, Eduard Heger, disse hoje que o país percebeu a necessidade de se desligar total e rapidamente do gás russo, do qual ainda depende apesar de há 15 anos vir diversificando as fontes de energia.

"Por muito tempo trocámos os nossos valores por gás e petróleo baratos", reconheceu o chefe de Estado do governo eslovaco, que faz fronteira com a Ucrânia e já acolheu 70.000 refugiados da guerra.

Heger indicou que o seu país está perto de não precisar de abastecimentos russos, mas salientou que para isso precisa do apoio da União Europeia.

"Somos um país do interior e precisamos da mesma fiabilidade que os parceiros à nossa volta", declarou a um painel, enquanto orador no Fórum Económico Mundial de Davos.

Ao mesmo tempo, considerou que a guerra na Ucrânia é o custo a pagar pela Europa por ceder "durante demasiado tempo" os seus valores ao Presidente russo, Vladimir Putin, e que a lição a retirar é que também não se deve "comprometer os nossos valores entre nós [países europeus]".

"Isto não significa que tenhamos de expulsar alguém [da UE], esse é o último passo, porque se aí chegamos significa que fizemos algo errado em termos de unidade e cooperação", vincou.

Lusa

ONU confirma quase 4.000 civis mortos em três meses de guerra

A ONU confirmou hoje que pelo menos 3.974 civis morreram e 4.654 ficaram feridos em três meses de guerra na Ucrânia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores.

Das vítimas mortais confirmadas pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), 259 são crianças, e há também 402 crianças entre os feridos, de acordo com as estatísticas diariamente atualizadas.

O organismo internacional, dirigido pela Alta-Comissária Michelle Bachelet, sublinha que a maioria das vítimas civis morreu ou sofreu ferimentos devido ao uso de explosivos, incluindo projéteis lançados por artilharia pesada, sistemas de lançamento múltiplo de 'rockets', mísseis e bombardeamentos aéreos.

A ONU teme que os números de vítimas da guerra na Ucrânia, que entrou hoje no seu 91.º dia, aumentem consideravelmente quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

Lusa

Zelensky mostra-se satisfeito com 'status quo' da China

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou hoje satisfação com a política de 'status quo' mantida pela China em relação à invasão russa do seu país.

"Isso é melhor do que ajudar a Rússia. (...) Eu gostaria de acreditar que, pelas costas, a China não adotará uma política diferente. É por isso que estamos satisfeitos com este 'status quo'. Digo-o com sinceridade", argumentou Zelensky, durante a participação virtual numa sessão do Fórum Económico Mundial, em Davos.

Contudo, questionado sobre se a China poderá desempenhar algum papel na pressão sobre a Rússia para acabar com a guerra, Zelensky mostrou mais reservas.

"Não tenho a certeza de que a China o fará", admitiu o Presidente ucraniano, acrescentando que também não acredita que a China tome medidas nem a favor, nem contra a Ucrânia.

"Acho que, neste ponto, os Estados Unidos poderão influenciar a posição da China. E isso influenciará a Rússia", comentou o Presidente da Ucrânia, reiterando o seu pedido de apoio da comunidade internacional para lidar com a agressão da Rússia.

Zelensky garantiu que o seu país não vai desistir de proteger a soberania do seu território.

Lusa

Moscovo está a preparar medidas contra os media de língua inglesa

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou esta quarta-feira que o governo está a desenvolver medidas contra os media em língua inglesa, como resposta a "ações hostis" contra os media russos.

Zakharova, citada pela Sky News, referiu que as medidas visam os "media anglo-saxónicos".

No que se refere ao plano italiano para a paz, a responsável russa descreveu-o como sendo uma "fantasia".

"Não podem fornecer a Ucrânia com armas por um lado e por outro arranjar planos para uma resolução pacífica”, argumentou.

Rússia reitera que paga dívida externa em rublos

A Rússia vai pagar a dívida em rublos, disse hoje o Ministério das Finanças russo, depois de os Estados Unidos terem decidido pôr fim a partir de hoje a uma licença que permitia a Moscovo pagar as dívidas em dólares.

"Como a recusa de prorrogação desta licença torna impossível continuar a honrar a dívida externa em dólares, os reembolsos serão feitos em moeda russa com a possibilidade de os converter na moeda original através do depositário nacional de liquidação (NSD), que atuará como agente pagador", disse o ministério num comunicado.

O NSD é um organismo russo centralizado responsável pelo depósito de títulos financeiros negociados no país.

"O Ministério das Finanças russo, como mutuário responsável, assegura a sua vontade de continuar a honrar e a reembolsar todas as suas obrigações financeiras", diz o comunicado,

"A situação atual não tem nada em comum com a situação de 1998, quando a Rússia não tinha fundos suficientes para pagar as suas dívidas", disse o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, citado no comunicado.

"Hoje temos o dinheiro, e a vontade de pagar também está lá", precisou o ministro, assegurando que "esta situação criada artificialmente por um país hostil não afetará a vida dos russos".

Lusa

Zelensky mostra-se satisfeito com status quo da China

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou hoje satisfação com a política de status quo mantida pela China em relação à invasão russa do seu país.

"Isso é melhor do que ajudar a Rússia. Eu gostaria de acreditar que, pelas costas, a China não adotará uma política diferente. É por isso que estamos satisfeitos com este status quo. Digo-o com sinceridade", argumentou Zelensky, durante a participação virtual numa sessão do Fórum Económico Mundial, em Davos.

Contudo, questionado sobre se a China poderá desempenhar algum papel na pressão sobre a Rússia para acabar com a guerra, Zelensky mostrou mais reservas.

"Não tenho a certeza de que a China o fará", admitiu o presidente ucraniano, acrescentando que também não acredita que a China tome medidas nem a favor, nem contra a Ucrânia.

"Acho que, neste ponto, os EUA poderão influenciar a posição da China. E isso influenciará a Rússia", comentou Zelensky, reiterando que o seu país não vai desistir de proteger a soberania do seu território.

"A Ucrânia não vai ceder no seu território. Estamos a lutar no nosso país, na nossa terra", disse Zelensky, repetindo que a luta dos ucranianos é "pela liberdade, pela independência, pelo futuro".

Lusa

Rússia aprova alistamento militar a homens com mais de 40 anos

O Parlamento russo aboliu hoje a lei que limita a idade para o alistamento militar, numa altura em que se prolonga a ofensiva da Rússia em território da Ucrânia.

"A adoção deste projeto de lei vai permitir atrair para o Exército pessoas dotadas das especialidades que se procuram", disse o deputado Andrei Kartapolov, um dos autores da medida, citado pelo portal da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo.

Até ao momento, apenas os cidadãos russos com idades entre os 18 e os 40 anos estavam autorizados a estabelecer um primeiro contrato com o Exército sendo que para os voluntários estrangeiros o alistamento era permitido a homens com idades entre os 18 e os 30 anos.

A partir de agora, vai ser possível a qualquer voluntário que não tenha atingido a idade legal de reforma, atualmente fixada nos 61 anos e seis meses para os homens, alistar-se no Exército da Rússia.

Lusa

Rússia quer garantir direitos de ex-presidente da Moldova

A Rússia quer garantir que os direitos do ex-presidente pró-russo da Moldova Igor Dodon, detido na terça-feira por traição e corrupção, são respeitados, disse esta quarta-feira um vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Andrei Roudenko.

"Consideramos que este é um assunto interno da Moldova, mas não queremos que as autoridades no poder comecem a acertar contas com antigos concorrentes políticos, aproveitando a situação atual", disse o diplomata, citado por agências de notícias russas.

"Por isso, temos de garantir com muito cuidado que os direitos de Dodon, no contexto dos procedimentos judiciais, são respeitados e que são cumpridas as regras internacionais", acrescentou.

Lusa

Putin simplifica atribuição da cidadania russa a cidadãos das áreas controladas por Moscovo na Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que pretende simplificar o processo de atribuição da cidadania russa aos residentes das áreas da Ucrânia controladas pelas forças russas, nomeadamente Zaporizhzhia e Kherson.

A informação está a ser avançada pela agência de notícias russa RIA. Trata-se de uma alteração ao decreto-lei de 2019, que determina a simplicação do processo de atribuição da cidadania russa nas áreas controladas pelos separatistas pró-Russia nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrãnia.

Moscovo disponível para abrir corredores para a saída de barcos com alimentos da Ucrânia, mas só se forem levantadas sanções

A Rússia está disponível para abrir corredores humanitários de modo a permitir a saída de barcos com alimentos da Ucrânia, noticia a Reuters. Mas tal só deverá acontecer se forem levantadas sanções do Ocidente contra Moscovo, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Andrei Rudenko, citado pela agência de notícias Interfax.

Esta disponibilidade agora anunciada pela Rússia acontece numa altura em que a guerra na Ucrânia está a ter repercussões na crise alimentar global, uma vez que os dois países em conflito são dos maiores produtores de cereais do mundo.

"Temos afirmado repetidamente que uma solução para o problema alimentar requer uma abordagem abrangente, incluindo o levantamento das sanções impostas às exportações e transações financeiras russas", disse Rudenko.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse ainda que a solução do problema passa também pela "desminagem pelo lado ucraniano de todos os portos onde os navios estão ancorados".

"A Rússia está preparada para disponibilizar a passagem humanitária necessária, o que faz todos os dias", afirmou.

Desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, que os portos ucranianos do Mar Negro foram bloqueados, sendo que mais de 20 milhões de toneladas de cereais estão retidos no país.

Rússia pede fim das sanções como solução da crise agrícola global

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia exigiu esta quarta-feira o levantamento das sanções impostas a Moscovo como condição para se evitar a crise alimentar mundial.

"A solução para se resolver o problema alimentar requer uma abordagem coletiva, envolvendo em particular o levantamento das sanções que foram impostas às exportações e transações financeiras russas", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Andrei Rudenko, citado por agências de notícias da Rússia.

A última invasão russa da Ucrânia, iniciada no passado dia 24 de fevereiro, afetou diretamente a exportação de cereais ucranianos, sendo que o país representa em média 16% da produção mundial de trigo.

Na Ásia vários países estão a restringir as exportações de produtos agrícolas - trigo e açúcar, nomeadamente na Índia e na Malásia.

Lusa

Moscovo diz que combatentes ucranianos serão julgados antes de uma possível troca de prisioneiros​​

Moscovo​​​​​ fez saber esta quarta-feira que seria "prematuro" considerar uma troca de prisioneiros com Kiev antes dos soldados ucranianos, que se renderam às tropas russas, serem julgados.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Andrei Rudenko, afirmou que a Rússia consideraria uma troca de prisioneiros com a Ucrânia depois dos combatentes ucranianos serem "devidamente condenados".

"Antes disso, toda conversa sobre uma troca [de prisioneiros] é prematura", disse Rudenko aos jornalistas, citado por agências de notícias russas.

Na semana passada, recorde-se, centenas de combatentes ucranianos da estratégica cidade portuária de Mariupol, no sudeste do país, renderam-se depois de permanecerem semanas na siderúrgica Azovstal.

AFP

Pelo menos seis civis mortos em bombardeamentos russos em Severodonetsk, diz governador

O governador regional de Lugansk, Serhiy Haidai, afirmou esta quarta-feira que pelo menos seis civis foram mortos em Severodonetsk na sequência de bombardeamentos russos.

O responsável local, citado pela Sky News, disse ainda que nas últimas 24 horas oito pessoas ficaram feridas após ataques à cidade, que tem sido um dos alvos principais das forças russas na conquista da região.

Zelensky denuncia falta de unidade entre países ocidentais

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou hoje a falta de unidade entre os países ocidentais quanto à guerra na Ucrânia.

"A minha pergunta é: existe unidade, na prática (no Ocidente). Não me parece", lamentou, durante um discurso por videoconferência no fórum económico de Davos, na Suíça, em que sublinhou precisar "do apoio de uma Europa unida".

"Existe unidade sobre a adesão da Suécia e da Finlândia à NATO? Não. Então o Ocidente está unido? Não", acrescentou Zelensky.

"Precisamos do apoio de uma Europa unida", lembrou, criticando, no entanto, a posição do seu homólogo húngaro, Viktor Orban, relutante nesta fase em impor um embargo ao petróleo russo: "Algo não está certo com a Hungria", afirmou.

O presidente ucraniano disse ainda que o ponto forte da Ucrânia era "a unidade dentro do país, que agora depende da unidade do Ocidente, de ser forte e de apoiar firmemente a Ucrânia" contra a Rússia, continuou.

"Teremos vantagem sobre a Rússia quando estivermos todos verdadeiramente unidos", acrescentou.

Lusa

Suécia e Finlândia enviam hoje delegações a Ancara para convencer Turquia a apoiar a adesão à NATO

As delegações da Suécia e da Finlândia deslocam-se esta quarta-feira a Ancara na esperança de convencer a Turquia a retirar a sua oposição às candidaturas dos dois países nórdicos à NATO.

Isto no mesmo dia em que o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, visita os dois países nórdicos, tendo na agenda reuniões com as primeiras-ministras sueca e finlandesa, Magdalena Andersson e Sanna Marin, respetivamente.

Historicamente não-alinhados, Suécia e Finlândia há vários anos que colaboram com a NATO, mas a invasão russa da Ucrânia levou os Governos dos dois países nórdicos a repensarem o seu posicionamento face à Aliança Atlântica e a avançarem com o pedido de adesão.

A adesão à NATO obriga o país candidato a um verdadeiro exame de entrada, durante o qual deve convencer todos os atuais 30 Estados-membros, onde figura a Turquia que já manifestou várias e sérias reservas, do seu contributo para a segurança coletiva e da sua capacidade de cumprir as obrigações.

A entrada na NATO implica aprovação por unanimidade dos atuais Estados-membros.

Lusa

Governador de Lugansk diz que a região "é agora como Mariupol". "É o momento mais difícil nos oito anos de guerra"

O governador de Lugansk, Serhiy Haidai, disse que a situação "está à beira de ser crítica" e que a região do leste da Ucrânia "é agora como Mariupol", cidade deixada em ruínas por ataques russos.

"Agora, para a região de Lugansk, é o momento mais difícil nos oito anos da guerra", disse Haidai, na terça-feira, referindo-se ao início do conflito com os separatistas apoiados pela Rússia, em 2014.

"Os russos estão a avançar em todas as direções ao mesmo tempo, trouxeram um número absurdo de caças e equipamento", disse o governador na plataforma Telegram.

Haidai acusou também as tropas de Moscovo de implantar táticas de "terra queimada" em toda a região, uma das duas que compõem o coração industrial do leste da Ucrânia.

"Só está a piorar. O que os russos estão a fazer é difícil de descrever em palavras. Os invasores estão a matar as nossas cidades, a destruir tudo ao redor", disse o governador.

Haidai falou de "bombardeamentos cada vez mais intensos" e acrescentou que "o exército russo pretende destruir completamente Severodonetsk", uma cidade estratégica a noroeste de Lugansk.

"Somos um posto avançado que retém o ataque e assim faremos. Apesar da superioridade do exército inimigo, venceremos, porque estamos a lutar pela nossa terra", garantiu.

Também o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia está a utilizar tudo à sua disposição na batalha pela região leste do Donbass.

"Praticamente todo o poder do exército russo, o quer que tenha sobrado, está a ser lançado na ofensiva. Liman, Popasna, Sievierodonetsk, Slaviansk: os ocupantes querem destruir tudo lá", disse o chefe de Estado ucraniano, no discurso noturno à nação.

Lusa

Nova lei permitirá ao Kremlin nomear líderes de empresas estrangeiras

O parlamento russo aprovou na terça-feira, de forma preliminar, um projeto de lei que permitirá ao governo nomear uma nova administração para empresas estrangeiras que se retiraram da Rússia após a invasão da Ucrânia.

De acordo com a agência de notícias estatal russa Tass, a nova lei permitirá a transferência do controlo de empresas que abandonaram a Rússia não por razões económicas, mas por causa do "sentimento antirrusso na Europa e nos EUA".

A Tass disse que os proprietários estrangeiros ainda poderiam retomar as operações na Rússia ou vender as suas ações.

Muitas empresas estrangeiras suspenderam as operações na Rússia enquanto outras abandonaram por completo o país, mesmo no caso de grupos que tinham feito enormes investimentos.

A Starbucks, Coca-Cola e PepsiCo anunciaram terça-feira a suspensão das suas atividades na Rússia, depois da cadeia de 'fast food' norte-americana McDonald's ter comunicado o encerramento temporário de 850 restaurantes no país, devido à invasão russa da Ucrânia.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que a nova lei torna ainda mais imperativa a saída das empresas estrangeiras que ainda permanecem na Rússia.

"É a última chance de salvar não apenas a vossa reputação, mas também a vossa propriedade", disse ele em comunicado.

Lusa

Ex-chanceler alemão renuncia ao cargo no conselho de supervisão da Gazprom

O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, e sob fogo desde a invasão da Ucrânia, anunciou na terça-feira que não se juntaria ao conselho de supervisão empresa de gás russa Gazprom.

"Renunciei a uma nomeação para o conselho de supervisão da Gazprom há muito tempo. Também informei a empresa", garantiu o antigo governante numa curta mensagem na rede profissional LinkedIn.

Gerhard Schröder, de 78 anos, disse que ficou "surpreendido" com a divulgação, na imprensa alemã, de artigos a alegar que o antigo chancelar havia sido oficialmente nomeado pela Gazprom para um cargo na terça-feira.

Este anúncio ocorre quatro dias após a sua saída da petrolífera russa Rosneft, da qual era presidente do conselho de administração.

Na semana passada, Berlim e Bruxelas decidiram atacar o ex-líder social-democrata, que foi chanceler entre 1998 e 2005.

Na quinta-feira, o Bundestag, a câmara baixa do parlamento alemão, decidiu privá-lo de algumas das suas vantagens como ex-chanceler, incluindo a alocação de cargos.

Lusa