Amnistia Internacional pede cessar-fogo "imediato e duradouro"

A diretora Erika Guevara-Rosas avisa que, sem o fim do conflito, "o número de mortos disparará e os civis em Gaza serão mais uma vez forçados a suportar os horrores inimagináveis das últimas semanas".
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A Amnistia Internacional pediu esta sexta-feira um cessar-fogo "imediato e duradouro" na Faixa de Gaza para acabar com a morte de civis e o sofrimento em massa, após a retoma dos ataques por parte de Israel.

"Reiteramos urgentemente o nosso apelo a um cessar-fogo imediato e duradouro por parte de todas as partes no conflito. Sem um cessar-fogo, o número de mortos disparará e os civis em Gaza serão mais uma vez forçados a suportar os horrores inimagináveis das últimas semanas, sem nenhum lugar seguro para onde ir, sem abrigo e sem assistência humanitária", afirmou a diretora do departamento de Investigação, Advocacia e Política Global da Amnistia Internacional, Erika Guevara Rosas, citada em comunicado.

Segundo Erika Guevara-Rosas, os reféns ainda detidos pelo Hamas e outros grupos armados em Gaza "correm ainda mais riscos", tal como os civis em Israel.

Na sua opinião, os líderes mundiais devem "intensificar urgentemente" a sua pressão sobre as partes envolvidas no conflito para se alcançar um cessar-fogo que é "a melhor forma de garantir a proteção dos civis em Israel e nos territórios palestinianos ocupados".

E acrescentou: "Mesmo na ausência de um cessar-fogo, Israel e o Hamas devem proteger os civis, respeitando plenamente as regras do direito humanitário internacional".

Erika Guevara-Rosas disse que embora a libertação de reféns, cidadãos israelitas e estrangeiros, e de detidos e prisioneiros palestinianos seja um alívio para as famílias e entes queridos, "isso não é suficiente".

A trégua entre Israel e o Hamas expirou esta manhã e os combates recomeçaram na Faixa de Gaza, anunciaram os dois lados do conflito.

O exército israelita acusou o Hamas de ter quebrado o cessar-fogo e anunciou a retoma dos combates, minutos depois de ter terminado a trégua temporária estabelecida a 24 de novembro.

"O Hamas violou a pausa operacional e, além disso, disparou contra território israelita. As Forças de Defesa de Israel retomaram os combates contra a organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza", declarou o exército, em comunicado.

O Ministério do Interior da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007, afirmou que "os aviões israelitas estão a sobrevoar a Faixa e os seus veículos abriram fogo no noroeste do enclave".

A trégua expirou às 07:00 da manhã (05:00 em Lisboa).

A interrupção dos combates começou há uma semana, a 24 de novembro, inicialmente durante quatro dias até ter sido prolongada com a ajuda do Qatar e do Egito, países mediadores.

Durante a trégua, o Hamas e outros militantes de Gaza libertaram mais de 100 reféns, na maioria israelitas, em troca de 240 palestinianos detidos em prisões de Israel.

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