Em mais um dia em que as forças russas atacaram com drones a área portuária junto do Danúbio, pela quarta vez em menos de uma semana, as suas defesas alegam ter abatido vários drones na região de Moscovo, na região fronteiriça de Briansk e no sul, em Rostov, onde se situa o comando militar das forças russas na Ucrânia. O secretário de Estado dos EUA e o secretário-geral da NATO coincidiram na análise de que as forças ucranianas estão a ganhar terreno, enquanto Moscovo criticou o anúncio dos Estados Unidos em fornecer munições com urânio empobrecido..Ao segundo dia de visita de Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, à Ucrânia, foi anunciado um segundo pacote de ajuda militar. Se o primeiro, de 175 milhões de dólares, estava incluído num envelope de mais de mil milhões, agora o Pentágono revelou mais 600 milhões de dólares em equipamento. Destaca-se material para as defesas aéreas, munições para os sistemas HIMARS e equipamento de desminagem e remoção de obstáculos..DestaquedestaqueNo primeiro dia da visita de Blinken à Ucrânia foi anunciado mil milhões de ajuda, dos quais 175 em armamento. No segundo, mais 600 milhões de dólares.."Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com os seus aliados e parceiros para fornecer à Ucrânia as capacidades necessárias para satisfazer as suas necessidades imediatas no campo de batalha e de assistência à segurança a longo prazo", declarou o Departamento de Defesa norte-americano, enquanto Blinken, de visita à aldeia de Yahidne, em Chernihiv (140 quilómetros a nordeste de Kiev), que esteve sob ocupação russa, declarou à NBC News que as forças ucranianas fizeram "progressos muito palpáveis nas últimas semanas"..Também o secretário-geral da NATO vê um avanço "gradual" das tropas de Kiev. "Os ucranianos decidiram lançar a ofensiva porque querem libertar o país e estão a fazer progressos. Talvez não tanto como esperávamos, mas estão a ganhar cerca de 100 metros por dia", afirmou Jens Stoltenberg durante uma audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu..Stoltenberg reiterou a importância do apoio contínuo da Europa. "Apoiar a Ucrânia não é uma opção. É uma necessidade para garantir que preservamos a paz para os nossos membros, para os nossos países e para garantir que os regimes autoritários não conseguem o que pretendem violando o direito internacional e recorrendo à força militar.".O dirigente norueguês, que ouviu críticas de eurodeputados da esquerda, não resistiu a uma piada que há muito circula nas redes sociais, ao afirmar que "o exército russo era o segundo mais forte do mundo e agora é o segundo mais forte na Ucrânia"..Entretanto, o Kremlin denunciou os planos dos EUA de fornecer à Ucrânia munições de urânio empobrecido para os tanques Abrams. "Esta é uma notícia muito má", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. "A utilização destes projéteis provocou um aumento galopante do número de doentes com cancro... A mesma situação irá inevitavelmente acontecer nos territórios ucranianos onde serão utilizados", augurou Peskov, tendo ainda dito que "a responsabilidade recairá sobre os EUA". O líder russo Vladimir Putin avisou que também utilizaria munições com urânio empobrecido se a Ucrânia recebesse as referidas munições..cesar.avo@dn.pt