Alemanha corta imposto da eletricidade para combater subida dos preços

O país vai reduzir o imposto cobrado na eletricidade para aliviar a carga sobre os agregados familiares e sobre as empresas.

Com a dramática subida do custo da Energia na Europa, a Alemanha vai reduzir drasticamente os impostos sobre o consumo de energia a partir de 2022, com o intuito de reduzir o peso sobre os consumidores energéticos - medida anunciada pelos operadores de rede esta sexta-feira (15 de outubro).

A sobre taxa do Ato de Energia Renovável, usada para financiar a expansão da energia eólica e solar vai baixar mais de 40% (para 3.723 cêntimos por kW/h) logo a partir do primeiro dia do ano de 2022, de acordo com o comunicado lançado por várias empresas do setor - 50Herz Transmission, Amprion, TenneT TSO and TransnetBW.

Não se assistia a uma redução tão grande no imposto sobre a energia desde 2000, ano em que as principais economias europeias assumiram a transição para a utilização de recursos energéticos mais limpos, em detrimento da utilização de combustíveis fósseis.

O ministro da Economia alemão, Peter Altmaier descreveu a redução como sendo "uma ótima notícia para os consumidores alemães" e reforçou a necessidade de se aplicar a redução do imposto o mais rápido possível, para "aliviar a situação asfixiante que se sente no setor".

A perda de rendimento derivado da antiga taxa será compensada maioritariamente por uma maior intervenção estatal - através de subsídios - financiada pela taxa cobrada às emissões de carbono introduzidas no início do ano de 2021.

De destacar que a Alemanha é o país da União Europeia onde se paga mais pela eletricidade e, com o aproximar do inverno, a pressão sobre o governo alemão tem-se intensificado no sentido de atenuar os efeitos da iminente crise dos preços da energia.

Com o retomar da normalidade pós-Covid-19, o preço do gás tem aumentado nos últimos meses - praticamente triplicou, algo que se deve ao natural aumento da procura. Para além disso, as reservas de gás encontram-se muito baixas, após um inverno que se caracterizou como sendo muito longo e severo no continente. A subida do preço do gás fez-se acompanhar por uma subida do carvão e do petróleo, estando o mercado a precaver-se para o expectável aumento da inflação.

A União Europeia tem estado atenta a esta temática, e vai discuti-la na Cimeira Europeia de Energia Sustentável. Até lá, tem recomendado aos Estados-membros que reduzam temporariamente os impostos para a energia, diminuindo os encargos para os agregados familiares e para as empresas.

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