Acordo para exportar cereais pelo Mar Negro válido por mais 120 dias

O acordo entre a Rússia e a Ucrânia foi prorrogado por mais 120 dias. Ministro ucraniano Kubrakov agradeceu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O acordo entre a Rússia e a Ucrânia para prolongar o acordo sobre a exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro é valido por 120 dias, revelou este sábado o governo de Kiev, citado pela EFECOM.

"O acordo foi prorrogado por mais 120 dias", disse o ministro ucraniano do Desenvolvimento Comunitário, do Território e Infraestruturas, Oleksandr Kubrakov, na sua conta do Facebook.

Kubrakov agradeceu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, assim como a todos os países aliados envolvidos na mediação.

"Isto significa que a Ucrânia continua a exportar os seus produtos agrícolas através de três portos", precisou o ministro, revelando que desde 1 de Agosto 25 milhões de toneladas de cereais tinham sido enviadas "para satisfazer as necessidades do mundo".

Na quarta-feira, a Turquia divulgou que estava a negociar com a Ucrânia e a Rússia uma nova prorrogação de 120 dias do acordo sobre os cereais, em vez dos 60 dias anunciados por Moscovo.

O acordo, aprovado em julho de 2022 sob mediação da ONU e da Turquia, foi prorrogado pela última vez em novembro passado e deveria expirar este sábado.

Também este sábado, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou a prorrogação do acordo internacional sobre a exportação de cereais ucranianos, mas sem especificar a duração do pacto.

"A continuação e estabilidade do acordo é de importância vital", disse Erdogan.

Erdogan participou num evento público em Çanakkale, na Turquia ocidental, onde agradeceu à Ucrânia, à Rússia e às Nações Unidas pelo seu envolvimento nas negociações.

O acordo facilitou a exportação de 25 milhões de toneladas de cereais em mais de 1.600 viagens de navios mercantes desde julho passado.

Cinquenta e cinco por cento destes alimentos foram para países em desenvolvimento.

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