Ursos polares famintos encurralam cientistas no Ártico

Os cientistas trabalham numa estação de investigação meteorológica no norte da Rússia, mas há dois dias que não podem sair.

Cinco ursos polares estão a rodear uma estação ocupada por cientistas no norte da Rússia. Num comunicado, a organização não-governamental World Wild Fund for Nature destacou que os investigadores não têm armas, e os ursos polares famintos estão a impedi-los de sair da estação onde se encontram há já dois dias, impedindo-os de fazer o seu trabalho.

Os três cientistas encontram-se na estação de investigação a desenvolver um trabalho sobre a temperatura da água do mar, pelo que precisam de se deslocar duas vezes por dia até ao oceano para realizar essas medições. Os ursos que se encontram ao redor da estação, porém, impedem-nos de sair, visto que não têm armas nem dispositivos que os possam ajudar a espantá-los.

"As pessoas que vivem no ártico têm que estar preparadas para enfrentar ursos polares", escreve na declaração o diretor do projeto de ursos polares da WWF, Viktor Nikiforov, citado pela CNN. "Mas os empregados da estação não têm armas. Também não têm instrumentos para espantar os animais, e a área onde trabalham não está vedada".

A equipa de cientistas, composta por um mecânico e dois meteorologistas, tentaram afastar os ursos com foguetes de emergência, mas estes ficaram indiferentes. O projeto de Nikiforov está a manter contacto com os investigadores que estão na estação, ao mesmo tempo que apela ao governo russo para que forneça equipamento de proteção aos cientistas.

O degelo no Ártico já causou uma diminuição no número de focas, principal fonte de alimento dos ursos polares, o que os leva a deslocarem-se para sítios onde anteriormente não existiam para procurar comida.

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