Rodrigo Rato escondeu ao fisco fortuna de 27 milhões de euros

Ex-diretor do FMI possui 44% num hotel de quatro estrelas em Berlim. Terá recorrido a várias empresas fora de Espanha para movimentar divisas e ocultar fontes de rendimento.

O antigo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, antigo número dois no governo de José Maria Aznar e ex-presidente do Bankia, Rodrigo Rato, possui uma fortuna estimada em quase 27 milhões de euros, a que se deve adicionar uma participação de 44% na sociedade gestora de um hotel de quatro estrelas na capital alemã, revelou o diário El Mundo na edição de ontem.

Um património não declarado, nem sequer quando o antigo dirigente do Partido Popular (PP), hoje no governo com Mariano Rajoy, aproveitou uma amnistia fiscal, que lhe teria permitido regularizar na totalidade a situação perante as instâncias tributárias espanholas. Este património deveras impressionante encontra-se disseminado por uma complexa rede de sociedades e repartido pelos filhos e ex-mulher. O propósito é óbvio para fontes jurídicas citadas pelo diário espanhol: é que aquele não se tornasse conhecido.

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