No Checkpoint Charlie caiu o Muro, ganhou o 'kitsch'

A festa oficial até era na Porta de Brandeburgo, mas no fim de semana que comemora os 25 anos do fim da separação de Berlim ao meio, na Friedrichstrasse a ordem era para comprar pedacinhos de muro ou bustos de Lenine

A barraquinha branca americana não é a verdadeira e a grande fotografia do soldado soviético a meio da Friedrichstrasse nunca existiu no tempo da Guerra Fria, mas isso não impede que o Checkpoint Charlie seja invadido por turistas, ainda mais no fim de semana que comemora os 25 anos da queda do Muro de Berlim, apesar de a festa oficial ser na Porta de Brandeburgo. Aqui o kitsch é a alma do negócio, seja o pedacinho de muro dentro da esfera em plástico, seja o busto de Lenine, passando pela foto a ser tirada junto de um desses atores que fingem ser militares.

"Isto é tão excitante", exclama uma mulher nos seus 60 anos, que a pronúncia revela ser americana, depois de ver um Mini Cooper onde em tempos alguém fugiu escondido para Berlim Ocidental. O automóvel é autêntico, e percebe-se como foi modificado para um passageiro se esconder dentro da estrutura do banco e assim passar a fronteira que dividiu Berlim entre 1961 e 1989. É uma das relíquias do Museu do Checkpoint Charlie, projeto tão comercial como o vizinho restaurante de tapas, o café Starbucks, o quiosque de kebab ou o casino Novolino.

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