Nigéria negoceia com Boko Haram para libertar jovens raptadas em Chibok

As autoridades nigerianas ofereceram amnistia aos membros capturados do grupo terrorista se este devolver as 200 jovens raptadas no ano passado.

O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, disse hoje à agência de notícias francesa AFP que autoridades estão a manter conversações com o Boko Haram e ofereceram amnistia aos seus membros capturados se o grupo devolver as 200 jovens raptadas no ano passado.

O líder nigeriano acrescentou que estava confiante que os ataques tradicionais realizados pelo grupo extremista muçulmano possam terminar em novembro, mas que os ataques suicida, alguns deles feitos por crianças, podem continuar.

"Os poucos (prisioneiros) estão à espera, estamos a tentar ver se podemos negociar com eles para obter a libertação das meninas de Chibok", disse Buhari, numa entrevista em Paris, durante uma visita de três dias a França.

"Se a liderança do Boko Haram, eventualmente, se comprometer em entregar as meninas de Chibok, então nós podemos decidir dar amnistia (aos prisioneiros)", disse o Presidente nigeriano.

O Boko Haram atacou uma escola na cidade de Chibok, no nordeste da Nigéria, a 14 de abril do ano passado, e sequestrou 276 raparigas que se preparavam para o exame do final do ano, num sequestro que chocou o mundo.

Cinquenta e sete conseguiram escapar, mas não se sabe mais nada das outras jovens desde maio do ano passado, quando cerca de 100 delas supostamente apareceram num vídeo do grupo extremista, vestidas com trajes muçulmanos e recitando o Alcorão.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, disse que todas as jovens se converteram ao Islão e casaram-se.

Buhari, que prometeu acabar com a insurgência de seis anos do grupo, disse que o Governo não iria libertar quaisquer prisioneiros a menos que estivesse convencido de que poderia "resgatar as jovens em condições razoáveis de saúde", alertando ainda que as negociações com o grupo têm sido difíceis.

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