Carlos, o Chacal declara-se "revolucionário de profissão"

O terrorista venezuelano Carlos, o Chacal declarou hoje ser "revolucionário de profissão", no início do julgamento em Paris por quatro atentados, que causaram 11 mortos e cerca de 150 feridos em França há quase 30 anos.

"Eu sou revolucionário de profissão", respondeu o acusado, de 62 anos, ao presidente do Tribunal, Olivier Leurent, que começou a audiência pelo interrogatório da identidade do acusado.

O julgamento começou pouco depois das 10.15 locais (09.15 em Lisboa) no tribunal especial de Paris, que julga actos terroristas.

Numa entrevista publicada no domingo por um jornal venezuelano, Carlos, cujo verdadeiro nome é Ilich Ramirez Sanchez, reivindicou mais de cem ataques que teriam provocado entre "1.500 e 2.000 mortos", contesta os quatro atentados que lhe são imputados pela justiça francesa.

Detido no Sudão em Agosto de 1994, Carlos ficou desde então em prisões francesas.

Reconhecido culpado em 1997 na sequência de um primeiro julgamento pelo assassínio de três homens em 1975 em Paris, incluindo dois polícias, já foi condenado a prisão perpétua.

A sentença deverá ser conhecida a 16 de Dezembro.

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