Brasileiro condenado na Indonésia por tráfico de droga foi executado

Recusados os pedidos de clemência, Marco Archer, 53 anos, foi executado, confirmou o porta-voz da Procuradoria Indonésia.

A imprensa brasileira avança que o cidadão brasileiro, condenado em 2004 por tráfico de droga, já foi fuzilado.

A informação foi confirmada pelo porta-voz da Procuradoria-Geral da Indonésia, citado por agências de notícias. A execução aconteceu esta tarde (17h30 em Lisboa), meia-noite e meia em Jacarta.

Marco Archer, de 53 anos, foi condenado em 2004 por tráfico de droga, depois de ter sido apanhado a tentar entrar no país com 13,4 quilos de cocaína. Instrutor de voo, dissimulou a droga no interior dos tubos de uma asa delta.

A família e as autoridades brasileiras tentaram, por todas as vias, impedir a execução, mas em vão. Até o pedido de clemência feito pela presidente Dilma Rousseff foi recusado.

"Cometi um erro gravíssimo, já pedi perdão às autoridades pelo meu erro e vou tentar até ao fim, sonho em voltar ao Brasil e explicar aos jovens que a droga só tem dois caminhos, a prisão ou a morte, nem quero acreditar que vão colocar-me uma venda e, sem injeções nem nada, fuzilar-me até à morte, não acredito que a minha vida termine dessa maneira dramática numa prisão na Indonésia", disse o condenado num vídeo de cerca de dois minutos e meio.

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A execução, segundo avançou a imprensa brasileira, aconteceu num campo aberto perto da prisão, em Cilacap, na ilha de Java. O pelotão de fuzilamento seria composto por 12 pessoas, mas apenas três teriam as armas carregadas com balas verdadeiras.

Marco Archer foi o primeiro brasileiro da história a ser executado por pena de morte.

Solteiro e sem pais, Marco recebeu a visita de uma tia antes da execução. "Agora só Deus", disse Maria de Lourdes Archer Pinto, 61 anos, citada pela Folha de São Paulo.

Esta familiar marcará presença, no final da manhã de domingo (madrugada de Lisboa) numa cerimónia antes da cremação, num local próximo da prisão. Está igualmente presente um representante da embaixada do Brasil em Jacarta, avança a Lusa.

Outras cinco pessoas foram executadas pelo mesmo crime: um indonésio, um vietnamita, um nigeriano, um holandês e um malawiano.

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