Sabia que não pode criar um novo perfil se a sua página for suspensa? E que o Facebook tem direitos automáticos sobre os conteúdos publicados? . Há duas mentiras que são comuns à maioria das pessoas: "Estou quase a chegar" (quando na verdade acaba de sair de casa) e "sim, li e aceito os termos de utilização". 99% das pessoas não lêem os termos de utilização nem as regras de privacidade quando se regista numa rede social, num site de pesquisa ou num fornecedor de e-mail. Mas o caso do Facebook é paradigmático: praticamente ninguém leu os termos de utilização mas quase todos se insurgiram contra a mudança das regras de privacidade, que não conheciam à partida. . Se nunca leu os termos de utilização do Facebook, há coisas que provavelmente não sabe. Por exemplo, Mark Zuckerberg proíbe a criação de dois perfis pessoais pelo mesmo utilizador. E se o Facebook lhe suspender o perfil por algum motivo, não pode criar outro sem consentimento. Se criar um perfil para os seus filhos com menos de 13 anos, está a violar as regras de utilização. . "Você aceita que poderemos nem sempre identificar serviços e comunicações como sendo pagos", lê-se na alínea 3 do ponto 10. O Facebook protege-se de reclamações posteriores, mas este parece um daqueles avisos em embalagens que deixam toda a gente em suspenso: pode conter frutos de casca rija, soja, marisco ou derivados. Ou então não. . "Para conteúdos abrangidos por direitos de propriedade intelectual, como fotos e vídeos, você dá-nos especificamente as seguintes permissões, sujeitas às suas definições de privacidade e de aplicações: você garante-nos uma licença não exclusiva, transferível, sublicenciável, gratuita e mundial para usar quaisquer conteúdos de propriedade intelectual que publique no Facebook ou em ligação ao Facebook." Sabia? Esta permissão, garante o Facebook, termina assim que o utilizador apaga o conteúdo. No entanto, "conteúdos removidos podem persistir em cópias de backup por um período de tempo razoável", ainda que não estando acessíveis publicamente. . Depois deste aviso, o Facebook explica que o utilizador "dá permissão para usar o seu nome e fotografia de perfil em ligação" a conteúdos patrocinados por empresas, "sujeito aos limites que estabeleça". Ou seja, o utilizador consegue limitar a utilização do seu perfil para fins de publicidade, mas se não o fizer está a autorizar implicitamente o seu uso. . "Se alguém fizer uma queixa contra nós, você irá compensar-nos e garantir inocência de e contra todos os danos, perdas e despesas de qualquer tipo", avisa o Facebook. No último ponto das disputas, a rede escreve tudo em maiúsculas: "Tentamos manter o Facebook a funcionar, sem problemas e seguro, mas você usa-o assumindo os riscos."