A EuPago, empresa especializado no apoio a pagamentos online, vai, este ano, apostar no alargamento da sua área de negócios. A Fintech liderada por Telmo Santos tem já autorização do Banco de Portugal para funcionar como Instituição de Moeda Eletrónica e prevê, com isso, duplicar o seu nível de faturação em 2019, atingindo os 4,5 milhões de euros. A meta é simples: "Queremos ser a maior instituição de gestão de pagamentos em Portugal", garante..A conversão da EuPago em Instituição de Moeda Eletrónica vai permitir à empresa desenvolver operações financeiras que antes não eram permitidas, mas que eram "muito desejadas pelos clientes e comerciantes". Uma mudança que permitirá "competir de igual para igual" com as entidades bancárias que prestam serviços de tesouraria, diz o fundador e co-CEO da fintech, sublinhando: " Vamos atuar de forma mais agressiva, pois dispomos de uma versatilidade tecnológica que o grosso do mercado desconhece. Em causa está, por exemplo, a possibilidade de transferência entre contas de pagamento e saldos..Criada em 2015, a EuPago conta com mais de 3.500 clientes e processou, em 2018, mais de quatro milhões de transações, correspondentes a um volume global de pagamentos de 200 milhões de euros. O seu volume de negócios foi de dois milhões. Assegura os pagamentos de faturas de serviços de águas e saneamento de várias cidades e regiões, como Cascais, Coimbra ou Porto, mas, também, os pagamentos nas compras em lojas online como a Insania, a Prozi, o OLX ou o StandVirtual, entre muitos outros. Para este ano espera um volume de pagamentos da ordem dos 450 milhões de euros e uma faturação de 4,5 milhões, sendo 1,5 milhões de euros correspondentes ao novo segmento de negócios..Reconhecido para operar em Portugal e Espanha desde 2017, a atividade da empresa no país vizinho “não é, ainda, relevante”. Mas, com a nova diretiva de pagamentos, a empresa pretende alargar o leque da sua oferta, “apoiando empresas portuguesas que pretendam vender na Europa ou da Europa em Portugal. O foco é sempre o comércio eletrónico e as vendas à distância. Em negociação está, por exemplo, uma parceria para a Polónia, que Telmo Santos não desvenda, para já..“Queremos expandir à boleia da nova diretiva de pagamentos. Como Instituição de Moeda Eletrónica vamos poder depositar, transferir ou levantar fundos entre titulares das nossas contas de pagamento, o que representará um salto muito grande na nossa atividade”, destaca o empresário. Telmo Santos admite a vontade de assegurar uma "presença sólida" a nível europeu, até porque a licença de instituição financeira é válida para a União Europeia, mas isso não significa que esteja em vista algum investimento além-fronteiras. "Hoje a maior fatia do mercado é realizado à distância e, nesta fase, não tencionamos deslocalizar empresa, mantendo a sede das operações no Porto"..A equipa, atualmente composta por 12 pessoas, vai ser ampliada. "Temos vindo a crescer à medida do crescimento do negócio. Hoje temos cinco pessoas no desenvolvimento informático, três no departamento financeiro e outras tantas no apoio ao cliente, mas vamos ter de contratar mais gente para todas elas", salienta Telmo Santos. Que se mostra preocupado com as recentes notícias que dão conta da cobrança de comissões por parte dos bancos nas operações com o MBWay. "Vai tolher o desenvolvimento desse meio de pagamento que estava a crescer e que era bastante interessante para o mercado português".