Dermatite atópica afeta gravemente a qualidade de vida
A comichão incontrolável será, talvez, um dos sintomas mais incómodos da dermatite atópica, uma doença de pele ainda pouco conhecida do público em geral, e muitas vezes desvalorizada pela sociedade. No entanto, para os doentes, esta patologia chega a ser incapacitante, quer a nível físico como psicológico. O simples ato de tomar duche e de vestir pode tornar-se doloroso, e o incómodo da pele gretada e descamada tem grande impacto na qualidade do sono e na vida diária.
Dar a conhecer a dermatite atópica, os seus sinais e sintomas, bem como as terapias que ajudam a controlar esta doença crónica foram tema de conversa em mais um episódio de "Diálogos: A Saúde e o Futuro", uma iniciativa do Diário de Notícias e da TSF, com o apoio da Abbvie, e que já pode ver e ouvir no site do jornal.
Joana Camilo, presidente da ADERMAP (Associação Dermatite Atópica Portugal), e Bruno Duarte, dermatologista no Centro Hospitalar e Lisboa Central e no Hospital da Luz, são os convidados desta conversa que visa ser esclarecedora para doentes e não doentes.
Apesar de ter uma maior prevalência em idade pediátrica, a dermatite atópica afeta em Portugal entre 4,4 e 7% dos adultos, e possui caraterísticas de hereditariedade. No entanto, qualquer pessoa, em qualquer momento da vida, pode desenvolver a doença.
Grande parte dos casos diagnosticados são leves e exigem apenas alguns cuidados com a hidratação da pele e algum controlo em momentos de "crise", mas existe, ainda assim, um número considerável de doentes em que a patologia assume contornos mais graves, e com a necessidade de tratamentos mais regulares. A boa notícia é que, apesar de não ter cura, a dermatite atópica tem cada vez mais opções terapêuticas que ajudam a lidar melhor com a doença e a manter uma qualidade de vida melhorada.

