A constante evolução na solução de carregamentos elétricos

Painel de debate refletiu sobre como as infraestruturas têm sido decisivas para a maior aposta na mobilidade elétrica, mas ainda há muito por onde melhorar.

A evolução e o crescimento das infraestruturas das redes de carregamento de veículos elétricos tem sido essencial para que a aposta neste tipo de mobilidade esteja cada vez mais a ser uma escolha dos utilizadores. A tecnologia tem sido uma ajuda nesta transição, mas para os objetivos que se quer cumprir até 2050, ainda não está tudo inventado e há muito a fazer.

Quem o diz é Pedro Vinagre, Administrador da EDP Comercial, um dos oradores da painel de debate que abordou o tema "O futuro da infraestrutura de carregamento - Carregadores pop-up de baixo impacto, carregamento sem fios e as 'estradas elétricas'".

Para o responsável, "a transição tem sido feita de forma rápida", até porque a percentagem de quem tem um veículo elétrico aumenta de ano para ano. A tecnologia é essencial para encontrar soluções nos carregamentos seja em casa ou no escritório, ainda mais tendo em conta que mais de 60% das população não te acesso a uma garagem.

Pedro Vinagre defende a importância de se caminhar para um carregamento inteligente, dando o exemplo de um aplicação que integre o carregamento em casa e na rua e podendo-se fazer uma distribuição da carga de forma inteligente.

"Deixamos de ser consumidores e também somos produtores", afirmou, considerando que os agentes económicos têm de encontrar soluções. Ou seja, um carro que esteja ligado à rede decidir quando carrega, quando entrega à rede ou quando a rede utiliza essa carga.

Sobre os carregamentos, referiu ainda como não se pode falar apenas em se ter carregamentos rápidos, pois há que adaptar ao local e ao tipo de vida. Se nas autoestradas faz sentido esse tipo de equipamentos, noutros, o carregamento lento é a solução.

Certo é que hoje já não se coloca tanto a questão se se vai ter um ponto de carregamento. Luís Barroso, CEO da MOBI.E realçou: "É indesmentível que a infraestrutura existe. A nossa arede tem ficado bem classificada internacionalmente."

Acrescentou que tal se deve "ao sucesso do modelo que foi inovador quando foi pensado há dez anos" e que agora está a dar os seus frutos. Luís Barroso destacou como há mais de cinco mil pontos de carregamentos no país e que há 19 meses que os recordes de utilização são batidos.

Disse ainda como a MOBI.E se posiciona como agente facilitador do mercado, apoiando os operadores como um parceiro silencioso. Naturalmente que deseja crescer mais rapidamente, mas alerta que é necessário que haja veículos para rentabilizar.

Outros dos pontos focados foi a necessidade de se evoluir para um conceito de mobilidade sustentável que integre todos os modos. Isto é, cada utilizador poder saber qual o modo mais eficiente para chegar de um ponto a outro.

Para Henrique Oliveira, Diretor Projetos Especiais da Brisa Concessão Rodoviária, seria de facto interessante que houvesse uma colaboração entre várias entidades parqa definir essa forma de deslocação. "É o que faz sentido", afirmou.

Sobre os carregamentos, o responsável falou do aumento da "fiabilidade e da disponibilidade dos equipamentos. As áreas de serviço da rede Brisa já contam com carregadores, sendo que o utilizador tem uma com distâncias máximas de 45 quilómetros. Tal é um factor decisivo na hora de se escolher um veículo elétrico para viagens mais longas.

As soluções "charge as you go" estão mais distantes, mas Henrique Oliveira acredita que talvez se possa pensar nessa solução até 2050 em zona de cidades e em determinados troços.

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