A confiança na vacinação garante uma boa velhice

Se há algo que a pandemia da Covid-19 ensinou é que a vacinação é indispensável para prevenir doenças, ao longo da vida. E a imunossenescência não é exceção.
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A imunossenescência consiste num progressivo declínio da função imunológica que acompanha o envelhecimento. Caracteriza-se pela perda da regulação por parte das defesas do nosso sistema imunitário, traduzida por uma resposta mais lenta e menos eficaz às agressões externas e internas. Isso torna-nos mais sensíveis a infeções, mas também a outras doenças, como doenças autoimunes, neurológicas, degenerativas, incluindo a demência.

A boa notícia permite ao corpo adquirir competências e ser estimulado na produção de células de defesa, perante a exposição a um dado organismo.

O que a vacina permite é estimular o sistema imunitário que, apesar de poder já não responder da mesma forma, sobretudo devido ao processo de envelhecimento, tem ainda a capacidade, se estimulado, de resposta e de defesa perante o ataque de um vírus ou de uma bactéria. É por isso que determinadas doenças devem ser prevenidas com a vacinação, especialmente nos idosos.

Para proteger a população em idade mais avançada, é recomendado um quadro de vacinação completo, pela elevada susceptibilidade deste grupo às infeções associadas às síndromas geriátricas e comorbilidades. A partir dos 65 anos, a vacina pneumocócica deve estar incluída neste quadro e reforçada, em imunodeprimidos, de cinco em cinco anos. A vacina para a influenza também deve ser feita anualmente, de acordo com as estirpes existentes.

Além dos idosos, todos os doentes com comorbilidades crónicas como diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares, doença pulmonar crónica obstrutiva, doença renal e imunodeprimidos, devem tomar as vacinas pneumocócica e da influenza. Além destas, a vacina do tétano deve ser administrada de 10 em 10 anos.

Ainda que a importância da inoculação ao longo da vida tenha sido sempre reconhecida pela comunidade médica, a Covid-19 elevou a consciencialização para uma realidade crítica: as vacinas são para toda a vida. Com a pandemia e o esforço para a criação das mesmas, melhorámos o prognóstico clínico, sobretudo dos indivíduos mais velhos, e avançámos na reformulação da vacinação e dos seus adjuvantes.

Isto permitirá uma maior segurança com a utilização das vacinas e confere, sem dúvida, uma maior proteção imunitária. Proteção essa que é duradoura e mediada pelo nosso sistema imunitário. No fundo, equilibra também a ​​​​​​​imunossenescência, ou seja, o envelhecimento imunológico, e protege os indivíduos com maior risco de contraírem infeções, nomeadamente a Covid-19.

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