França

Rogério Casanova

A máquina de fazer cadáveres esquisitos

Espoliados de alguns seus mecanismos habituais para assinalar a transição de um ano para o seguinte - directos de recintos repletos, vox pop com perguntas a transeuntes eufóricos ("quais são os seus desejos?") -, os canais terrestres apostaram tudo nos que ainda sobraram - o primeiro bebé do ano, o primeiro mergulho do ano, etc. - e delegaram o resto à própria grelha e às escolhas de programação, que foram neste ano um triunfo da falácia da forma imitativa.