A Sonangol quer manter as participações que detém em Portugal, na petrolífera Galp e no banco BCP, por considerar que são ativos estratégicos que contribuem para a diversificação do seu portefólio e mitigação de riscos económicos.Segundo o administrador da petrolífera angolana Osvaldo Inácio, em conferência de imprensa em Luanda, o objetivo estratégico é manter os dois ativos, sublinhando que estas participações continuam alinhadas com a estratégia da Sonangol.O Grupo Sonangol detinha uma participação qualificada de 19,49% do capital do BCP à data de 30 de junho, a informação mais recente no site oficial da instituição bancária, sendo o segundo maior accionista, e na GALP a participação é indireta, através da Esperaza Holding, sociedade controlada pela estatal angolana do sector petrolífero, que tem parte do capital da Amorim Energia (esta com 36,7% da petrolifera portuguesa).O responsável destacou que se trata de “dois ativos muito importantes na estratégia de diversificação do portfólio da Sonangol”, permitindo à empresa reduzir a exposição a choques no setor petrolífero.“Temos de manter um portfólio relativamente diversificado, que depois ajuda a lidar com os choques económicos”, sustentou.Osvaldo Inácio acrescentou que estes investimentos “fazem parte da estratégia de investimento fora de Angola”, reforçando a presença internacional da empresa.As participações angolanas nas empresas portuguesas geraram dividendos relevantes em 2024.A petrolífera estatal angolana apresentou hoje os resultados preliminares relativos a 2025, anunciando um resultado líquido de 750 milhões de dólares (636 milhões de euros), uma queda de 11% face aos 846 milhões de dólares (718 milhões de euros) do período homólogo.O presidente do conselho de administração da Sonangol, Gaspar Martins, apresentou os resultados numa conferência de imprensa que assinala os 50 anos da empresa. Empresa adia privatização para depois deste anoO presidente do conselho de administração da Sonangol afirmou que a petrolífera mantém o plano de entrada em bolsa, mas não deverá avançar com a privatização antes da conclusão do Programa de Privatizações (PROPRIV), que terminará este ano.Gaspar Martins, que falava hoje em conferência de imprensa em Luanda, garantiu que a empresa continua comprometida com a operação: “Mantemos o programa do IPO”.“O que devemos ter presente é que, para que isto aconteça, há um conjunto de condições que devem ser materializadas”, acrescentou, admitindo que essas condições ainda não vão estão criadas neste momento, pelo que a operação vai ficar fora do programa de privatização que o Governo pretende concretizar até final deste ano (PROPRIV 2023-2026)”.O responsável acrescentou que a Sonangol mantém a intenção de dispersar até 30% do capital, de forma faseada, mas indicou que o calendário dependerá da criação das condições necessárias.“Quando formos à Bolsa - e dizemos que a dispersão é até 30% do capital - continuamos a pensar fazer da forma faseada, mas sem que durante este programa, que vai agora terminar em 2026, seja possível fechar todas as condições”, concluiu..Sonangol anuncia emissão obrigacionista de 150 milhões de dólares