O Santander Portugal registou lucros de 963,8 milhões de euros em 2025, um crescimento marginal de 0,5% face a 2024, enquanto a rentabilidade (RoTE) subiu para 31,8%, anunciou o banco.O banco destacou uma melhoria significativa na rentabilidade, com o RoTE a aumentar de 25,9% em 2024 para 31,8% em 2025, posição que Pedro Castro e Almeida qualificou como de liderança em Portugal e no Grupo Santander. "Manteve‑se como banco mais rentável em Portugal, o mais rentável dentro do Grupo Santander e um dos mais rentáveis na Europa", afirmou o já CEO cessante durante a apresentação dos resultados — função que será assumida por Isabel Guerreiro a partir de 1 de março.A margem financeira, que é a diferença entre os juros cobrados em empréstimos e os juros pagos em depósitos, recuou 12,6% para 1,37 mil milhões de euros, reflexo da descida das taxas de juro ao longo do ano. Essa contração foi compensada por várias rubricas: comissões aumentaram 7,1%, para 484 milhões de euros; ganhos com a venda de dívida pública cresceram 77%, para 37,3 milhões de euros; e as provisões passaram de um encargo de 64 milhões para um valor positivo de 3,4 milhões de euros.O controlo de custos foi igualmente realçado. As despesas operacionais subiram apenas 0,6%, para 530,7 milhões de euros, com as despesas de pessoal a aumentar 3,8%, para 302,4 milhões de euros.O banco registou ainda um aumento acentuado na carteira de crédito à habitação, impulsionado pela linha de garantia pública direcionada a jovens: cresceu 8,6% para 25,3 mil milhões de euros. O crédito às empresas aumentou 6,5%, para 26,5 mil milhões de euros. Pedro Castro e Almeida informou que já foram recebidos quase 37 mil pedidos ao abrigo da garantia pública e que o banco já concedeu 1,1 mil milhões de euros em crédito para a compra de casa por jovens. "São quase 37 mil pedidos", declarou, sublinhando que, pela primeira vez, metade do novo crédito à habitação destinou‑se a clientes até aos 35 anos.Para dar continuidade a esta dinâmica, o Santander Totta solicitou um reforço da sua quota de garantia pública no montante de 150 milhões de euros.A outro nível, Isabel Guerreiro, que assume a liderança a 1 de março, afastou a hipótese de recorrer a aquisições durante o seu mandato, apesar das recentes compras do grupo no Reino Unido e nos EUA. “Nos últimos anos, o nosso crescimento tem sido organizado”, afirmou, acrescentando que, com a dimensão e a eficiência já alcançadas, novas aquisições não fazem sentido para o banco — recorde‑se que em Portugal o grupo integrou o Banif em 2015 e o Popular em 2018.A nova CEO disse também que vai procurar contrariar o impacto da descida das taxas de juro reforçando o relacionamento com os clientes, uma estratégia que privilegia o alargamento de produtos e serviços e a maior penetração comercial junto das famílias e empresas. .Lucros do Santander em Portugal recuam 6,4% para 728 milhões até setembro