A marca alemã de vestuário Hugo Boss anunciou esta quarta-feira, 3, que 2026 será um ano de “reorganização” de marcas com vista a regressar ao crescimento rentável a partir de 2027.“Estamos a dar um passo atrás para nos prepararmos para o crescimento futuro”, disse o presidente executivo (CEO) da Hugo Boss, Daniel Grieder, indicando que, nos próximos anos, a empresa focar-se-á na otimização da marca, distribuição e operações.A marca alemã continuará a promover a estratégia no mercado físico, além de expandir o seu negócio de franquias, ao mesmo tempo que reforçará o seu negócio digital.A empresa de vestuário referiu que irá procurar uma maior eficiência no abastecimento através da otimização contínua dos fornecedores, priorizando o transporte marítimo e prazos de entrega mais curtos, ao mesmo tempo que melhorará as suas capacidades de planeamento e permitirá tomar decisões mais rápidas e inteligentes através de inteligência artificial (IA).A nível financeiro, a Hugo Boss pretende superar o crescimento do mercado a médio e longo prazo com uma margem de lucro antes de juros e impostos (EBIT) de cerca de 12% e espera alcançar um fluxo de caixa livre de cerca de 300 milhões de euros por ano.A empresa está confiante de que os níveis de inventário serão reduzidos de forma constante, aproximando-se de 20% das vendas até 2028.Neste contexto de “reestruturação deliberada de marcas e canais”, prevê-se que as vendas ajustadas por moeda diminuam em 2026, antes de voltar a crescer em 2027 e acelerar em 2028. Além disso, são esperadas melhorias na margem bruta a partir de 2026, impulsionadas pela eficiência no abastecimento e ajustes seletivos de preços.“Embora prevejamos uma diminuição temporária das vendas, continuaremos a impulsionar a nossa estratégia de eficiência ao longo da cadeia de valor para proteger as margens e acelerar consideravelmente a geração de fluxo de caixa”, afirmou o administrador financeiro da empresa, Yves Müller. .Hugo Boss fecha em Itália e deslocaliza calçado para Portugal