Habitação: Bankinter utilizou 30% da sua quota da garantia pública, mas quer chegar aos 100%
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Habitação: Bankinter utilizou 30% da sua quota da garantia pública, mas quer chegar aos 100%

Garantia pública para crédito à habitação a jovens até 35 anos aplica-se a contratos assinados até final de 2026 e permite ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação
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O Bankinter utilizou 30% da sua quota para a garantia pública para crédito habitação de mutuários até aos 35 anos, admitindo que poderá pedir um reforço do valor alocado, disse esta quinta-feira, 22, a direção do banco espanhol.

“Consumimos 30% da garantia e o nosso objetivo é utilizar 100% da garantia e, se houver opção para pedir mais, também o faremos”, disse o diretor financeiro (CFO) do Bankinter, Jacobo Díaz, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2025.

“É um programa em que estamos muito interessados e no qual continuamos a fazer progressos”, acrescentou.

A garantia pública para o crédito à habitação a jovens até 35 anos (inclusive) aplica-se a contratos assinados até final de 2026 e permite ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação.

O Governo definiu o montante máximo da garantia pública em 1.200 milhões de euros, sendo distribuída uma quota a cada banco, mas abriu a possibilidade de esse valor ser reforçado se os bancos o esgotarem e se pedirem esse reforço – algo que se tem vindo a verificar.

Na prática, e conjugando esta garantia com as regras para a concessão de crédito à habitação, a medida permite que os jovens consigam obter 100% do valor da avaliação da casa, em vez dos 90% de limite que vigoram para a generalidade dos clientes.

Pode beneficiar desta garantia no crédito à habitação quem tenha entre 18 e 35 anos de idade (inclusive) e que esteja a comprar a primeira habitação própria permanente cujo valor não exceda 450 mil euros.

Os beneficiários não podem ser proprietários de prédio urbano ou fração de prédio urbano e não podem ter rendimentos superiores aos do oitavo escalão do IRS (cerca de 81 mil euros de rendimento coletável anual).

Sobre o negócio de crédito do Universo, que detém com a Sonae, a presidente executiva do banco, Gloria Ortiz, registou que teve “uma contribuição muito positiva para os resultados”.

Segundo a responsável, o Universo atingiu o ‘break-even’ no primeiro trimestre do ano passado, “mais cedo do que o planeado”, mas não avançou com mais pormenores por se tratar de uma ‘joint-venture’ (aliança entre as duas empresas).

O banco Bankinter, presente em Portugal, teve lucros de 1.090 milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024, anunciou hoje o grupo financeiro espanhol.

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