Construção: Projetos licenciados caem 7,3%, mas número de fogos sobe 4,1% até agosto
D.R.

Construção: Projetos licenciados caem 7,3%, mas número de fogos sobe 4,1% até agosto

O número de novas habitações viabilizadas no país subiu para 29.030 até agosto. Segundo a AICCOPN, registou-se ainda um aumento no consumo de cimento e e um recorde no crédito à habitação.
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O setor da construção residencial em Portugal registou dinâmicas contrastantes nos primeiros oito meses do ano. Segundo os dados avançados esta quinta-feira pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN), o total de projetos habitacionais licenciados sofreu uma quebra homóloga de 7,3% até agosto, recuando para os 12.805 processos.

Em sentido inverso, a capacidade habitacional dessas mesmas licenças acabou por expandir-se. O número de novos fogos previstos nesses licenciamentos progrediu 4,1%, abrindo caminho à construção de 29.030 habitações. A acompanhar este dinamismo nas obras, a utilização de cimento no mercado nacional registou um crescimento homólogo de 6,4% no mesmo período.

Os indicadores relativos à utilização de cimento confirmam a continuidade da tendência de crescimento no setor. De acordo com a mais recente Síntese Estatística da Habitação da entidade, o mercado nacional absorveu 2.828 mil toneladas até ao encerramento de agosto. O volume representa uma subida homóloga de 6,4%, assinalando uma ligeira aceleração face ao incremento de 6,0% que tinha sido contabilizado até ao mês de julho.

No segmento do financiamento bancário, o dinamismo manteve-se elevado no mesmo intervalo temporal. O volume de novos empréstimos concedidos para a compra de casa — excluindo as operações de renegociação de contratos — atingiu os 16,7 mil milhões de euros, montante que traduz uma expansão homóloga de 12,5%.

No plano do endividamento global, o saldo total dos empréstimos para compra de casa alcançou um recorde absoluto de 119,1 mil milhões de euros em agosto, após registar uma expansão homóloga de 11,2%.

No que concerne ao valor atribuído pelos peritos bancários aos imóveis, a média fixou-se nos 2.254 euros por metro quadrado no oitavo mês do ano. O indicador reflete um encarecimento homólogo de 14,7%.

Ao analisar por tipo de imóvel, a valorização das habitações apresentou ritmos distintos: os apartamentos lideraram a subida com um disparo homólogo de 17%, ao passo que no segmento das moradias o acréscimo foi mais contido, fixando-se nos 12,6%.

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