Barclays sobe lucros para sete mil milhões até setembro e corta cinco mil postos de trabalho devido à IA
O banco britânico Barclays anunciou esta quinta-feira lucros atribuíveis de 5,8 mil milhões de libras (sete mil milhões de euros) até setembro, um aumento de 17% em termos homólogos, e um corte de cinco mil postos de trabalho devido à implementação de IA.
Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, a instituição britânica aponta que o lucro antes de impostos atingiu 8,4 mil milhões de libras (dez mil milhões de euros), mais 15% que no mesmo período do ano passado, enquanto as receitas totais aumentaram 8% para 23,9 mil milhões de libras (28,5 mil milhões de euros).
Já as despesas operacionais cresceram 4% face ao período homólogo para 13,6 mil milhões de libras (16,3 mil milhões de euros).
O banco anunciou, ainda um programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de libras (597 milhões de euros).
Citado no comunicado, o presidente executivo do Barclays, C. S. Venkatakrishnan, enalteceu o bom desempenho do banco no período e reforçou a confiança de que a instituição vai atingir as metas de 2028.
“No terceiro trimestre tivemos um crescimento homólogo de 7% na concessão de empréstimos nas nossas unidades de negócio com maior rentabilidade no Reino Unido, destacando-se especialmente a banca corporativa no Reino Unido, que teve um aumento homólogo de 14%”, referiu.
Venkatakrishnan justificou ainda o programa de recompra com a “forte criação de capital” e bom rácio de fundos próprios.
Depois do anúncio dos resultados, a administradora financeira do Barclays, Anna Cross, anunciou que a instituição prevê cortar este ano cinco mil postos de trabalho – o equivalente a 5% da sua força laboral – devido à integração de inteligência artificial (IA).
Em conferência de imprensa, em Londres, Anna Cross explicou que já foram eliminados mil postos de trabalho desde o início do ano e que se esperam reduzir outros quatro mil até ao final do trimestre.
Segundo o banco, a maior parte dos cortes vai afetar funções operacionais e de gestão em toda a instituição.
De acordo com Venkatakrishnan, a decisão resulta “dos investimentos em tecnologia” que têm sido feitos ao longo dos anos e que continuam a ser realizados.
A tecnologia, de acordo com o responsável, permitiu otimizar fluxos de trabalho e reduzir a necessidade de determinados perfis, como programadores.
Em Portugal, o Barclays vendeu, em 2016, o negócio da banca de retalho ao Bankinter.

