Eletrobras: "Ter participação na EDP permitiria dar um salto na internacionalização"

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A entrada nos EUA e na Europa foi uma das razões que levou a Eletrobras a apresentar, na sexta-feira, uma proposta para a compra dos 21,35% que o Estado está a vender na EDP.

"Ter uma participação significativa na empresa portuguesa permitiria dar um salto no processo de internacionalização, com a entrada nos mercados norte-americano, no qual a EDP possui uma operação composta por parques eólicas, e no europeu", disse o presidente da Eletrobras, José da Costa, num comunicado enviado à imprensa e a que o Dinheiro Vivo teve acesso.

Outro factor de peso está relacionado com as renováveis. "A EDP é uma companhia que investe fortemente em fontes renováveis de energia e a Eletrobras tem como meta do seu planeamento estratégico ser a maior empresa global de energia limpa em 2020", acrescentou o mesmo responsável. Contudo, "apesar de toda atractividade, José da Costa disse que só fechará o negócio se este for bom para a Eletrobras em todos os aspectos".

José da Costa diz estar confiante no processo em curso. "Montámos uma proposta equilibrada, de acordo com uma visão de futuro conjunto entre a EDP e a Eletrobras", afirmou o presidente da empresa em comunicado. Os termos da proposta não podem ser divulgados "devido ao acordo de confidencialidade assinado pelos proponentes e o governo de Portugal, no entanto, a oferta é dividida em três segmentos - um financeiro, outro sobre planos de investimentos e um terceiro sobre governance".

A empresa brasileira foi uma das empresas a apresentar uma proposta ao governo português para a compra da EDP. No total, foram seis as propostas recebidas pela Parpública, segundo o comunicado ao mercado na sexta-feira, o último dia para a entrega da documentação.

Segundo avançou o Diário Económico na sexta-feira, além da Eletrobras terão avançado para a privatização a alemã E.On, a chinesa Rhree Gorges Corporation e ainda a brasileira Cemig. De fora ficaram a China Power, que estaria a preparar uma proposta, a francesa EDF e a espanhola Gas Natural. Estas duas últimas acabaram por desistir da corrida.

Diário de Notícias
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