Edson Athayde negoceia regresso à publicidade

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Uma vez publicitário, sempre publicitário. Esta parece ser a sina de Edson Athayde que, depois de 20 anos dedicados à publicidade e os últimos três dedicado à escrita, se prepara para regressar à publicidade. E como? Através de convite da agência Grey, apurou o Dinheiro Vivo.

"Não comento" foi a frase do autor de frase igualmente curta, mas que ficou famosa, "Tou xim?!", para a Telecel (hoje Vodafone). Em cima da mesa está a possibilidade de um lugar de relevo na área criativa da agência. Presidente, vice-presidente diretor criativo? Talvez. Ou então uma encomenda específica, uma conta, uma campanha de duração pré-estabelecida. Está tudo em aberto.

"A minha praia é contar histórias, independente dos formatos e suportes. Teatro, cinema, televisão, nada está fora do meu campo de vista", dizia recentemente Edson Athayde numa entrevista. E de facto, o publicitário que decidiu, em 1991, escolher Portugal para viver tem na sua história uma série de outras histórias. Começou na agência Young & Rubicam Portugal como redator júnior. Tinha 25 anos. Passados dois, já era vice-presidente, mas saiu em 1995 para fazer a campanha do PS nas legislativas. Foi inclusivamente durante meses responsável pelo marketing e comunicação do governo de António Guterres. Mas regressou em 1996 à publicidade, na Lusomundo, onde chegou a ser administrador do DN.

Em 1998 Edson Athayde assume a presidência da FCB Portugal e funda a sua própria empresa, a Edson Comunicação. Um ano mais tarde volta a delinear a campanha de António Guterres para as Legislativas, seguindo-se a de Ferro Rodrigues, ambos do PS.

Em meados de 2005 assumiu a direção criativa da Olgivy até 2008, ano em que decide ir passear, estudar e escrever. Depois de uma passagem pelos EUA, onde estudou cinema em Los Angeles, o publicitário viveu entre Barcelona e Lisboa. Esteve na capital catalã até finais de 2009 a escrever guiões para cinema, um peça de teatro e um de muitos livros.

Voltou à publicidade em 2010 como vice-presidente criativo da brasileira Master, mas durou pouco, não mais de um ano. A confirmar-se o regresso à Grey, não deixa de surpreender, já que embora seja uma agência do grupo WPP, tem andado bastante discreta ultimamente.

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