Premium "A corrupção não é só um problema dos africanos, é um problema comum ao Ocidente"

Joyce Banda, do Malawi, foi a segunda mulher presidente de um país africano. Acesso à educação, igualdade de género, cuidados de saúde maternos são algumas das áreas em que interveio, como dirigente política ou ativista na sua fundação.

Joyce Ntila Banda nasceu há 69 anos na Niassalândia, numa África que ainda não tinha despertado para a descolonização. A política foi a extensão natural para a sua atividade enquanto feminista e empreendedora. Foi deputada, ministra, vice-presidente e, na sequência da morte do presidente Bingu Mutharika, ascendeu em 2012 ao cargo da presidência do Malawi. O episódio demonstrou a dificuldade, em certos círculos, da aceitação de uma mulher nos cargos de poder.

A morte do presidente não foi noticiada e alguns ministros reuniram-se, sem a presença da vice-presidente, com o objetivo de manobrarem para que a sucessão não ocorresse como a Constituição previa e, no lugar de Joyce Banda, elevarem ao cargo de chefe de Estado o irmão do falecido, Peter Mutharika. O mandato de Joyce Banda foi marcado pela revelação de um escândalo de corrupção que envolveu o governo, e que levou à exoneração do executivo, mas também pelo crescimento económico. Em 2014 perdeu as eleições para Peter Mutharika, recentemente reeleito.

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