Exclusivo Meu querido mês de agosto

Fazer uma revista política do mês de agosto é, nos tempos que correm, um exercício particular. A nova configuração política mundial e o retrocesso que se faz sentir no mundo atual mostram-nos que a silly season não precisou de muito alimento externo. Alguns chefes de Estado ocupam os outrora tempos mortos com propostas impensáveis e isso não tornou os nossos dias mais divertidos. Pelo contrário.

Achei, ingenuamente, que ver Bolsonaro fazer um apelo nacional para obter mais seguidores no Instagram para a primeira-dama brasileira era o limite, mas Bolsonaro consegue sempre ultrapassar-se a si mesmo e deu-nos um mês cheio de pérolas com consequências dramáticas nas vidas concretas das pessoas. Donald Trump viu na Gronelândia "um grande negócio imobiliário" e anunciou que queria comprar o território. Depois de nos "descansar" com uma fotomontagem publicada no Twitter, garantindo que não iria construir uma Trump Tower, cancelou a viagem oficial à Dinamarca por "descobrir" que, afinal, a Gronelândia não estava à venda.

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