Premium Bolsonaro quis festejar golpe militar mas acabou golpeado

Oposição, tribunais, imprensa, organizações não governamentais e até aliados, muitos aliados, contestaram determinação do presidente para que o dia 31 de março, que instituiu a ditadura, fosse comemorado.

"A ditadura militar foi um período muito ordinário, e se não tivesse existido esse período ordinário, não estaríamos a sofrer ainda hoje todas estas mazelas no Brasil. Não podemos glorificar expedientes sombrios." A frase não é de nenhum crítico do governo, mas sim de Lobão, músico de rock conhecido por participar em dezenas de iniciativas de campanha de Jair Bolsonaro, em reação à determinação do presidente da República de comemorar os 55 anos do golpe militar de 31 de março de 1964.

"Se o governo e os seus apoiantes não saírem de 64, o país estará fadado ao fracasso", disse, mais uma vez, não um político da oposição, mas Janaína Paschoal, do PSL, o mesmo partido de Bolsonaro e sua primeira escolha para a vice-presidência. "Faço questão de afirmar que a ditadura militar no Brasil, como toda a ditadura, foi abjeta e criminosa. Não adianta nada ficar revoltadinho com ditaduras comunistas e vir defender a ditadura militar", defendeu Danilo Gentili, apresentador de talk shows e eleitor apaixonado do presidente, ao partilhar um comentário nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #ditaduranuncamais tornou-se o assunto mais comentado da semana.

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