Democrático como sempre, ambiental como nunca

Chega em janeiro e assume-se como o modelo 100% elétrico mais acessível de todos: 22 200 euros na versão base. O Renault Twingo Electric não ostenta o cognome "ZE", mas reclama o trono no segmento ecológico.

O pequeno Twingo é bem conhecido do grande público e sempre foi um símbolo democrático da Renault. Dispensa apresentações de maior. Desde o lançamento, em 1992, o citadino francês sempre teve o dom de chegar aos bolsos mais apertados. Quase quatro milhões de unidades vendidas, em todo o mundo, em três gerações, provam-no.

A lógica mantém-se atual. O Renault Twingo Electric chega ao nosso país com um argumento de peso: é o modelo 100% elétrico mais barato do mercado nacional. Não é dizer pouco. São 22 200 euros reclamados para a versão mais acessível, já com a bateria incluída nas contas.

Ao contrário das restantes gamas elétricas da Renault, o Twingo não assume o cognome "ZE" - que se mantém nos restantes modelos isentos de emissões poluentes. Não. Exibe o Electric como uma palavra de honra ambiental.

O Twingo Electric foi concebido com base numa plataforma que já previa a sua eletrificação, razão pela qual a habitabilidade e a bagageira (240 litros) não foram prejudicadas neste processo. Além disso, regista o melhor diâmetro de viragem do mercado.

Carregamentos polivalentes


Tudo neste citadino aponta para uma condução ligeira, descontraída e urbana. Graças à bateria de iões de lítio de 22 kWh, pode aguentar uma semana, em deslocações citadinas, apenas com um carregamento. A polivalência do carregamento, de resto, é um trunfo: pode ser até quatro vezes mais rápido do que os seus rivais nos postos de corrente alternada (AC) de 22 kW. Os tempos de carga anunciados? 15 horas a 2,3 kW; 4 horas a 7,4 kW; 3h15 m a 11 kW; 1h30 m a 22 kW - neste último caso, consegue recuperar 80 km em apenas meia hora.

A bateria, situada sob os bancos dianteiros, alimenta um motor elétrico de 82 cv e 60 Nm, colocado em posição traseira, que transmite potência às rodas posteriores, à semelhança do que acontece com os Renault Twingo equipados com motores de combustão interna.

A autonomia média homologada aponta para 190 km, em ciclo WLTP, valor esse que pode aumentar para 270 km numa utilização meramente citadina. Na apresentação nacional foi possível um primeiro contacto dinâmico com o Twingo Electric. Pouco mais de 80 km, com direito a estrada, autoestrada e cidade (não fosse este o seu ambiente favorito). Baixa lisboeta, para ser mais específico. A média de consumo andou perto dos 12,2 kWh/100 km, tendo a bateria terminado o percurso com mais do que 50% da carga. Ou seja, é fácil acreditar nos valores anunciados pela marca. Nem, tão-pouco, quando avança com os valores de 12,9 segundos no arranque dos 0 aos 100 km/h ou de 135 km/h para a velocidade máxima.

Sempre irreverente

A unidade ensaiada, com o nível de equipamento Intens (23.200 euros), diferencia-se da base (Zen) por dispor de jantes em liga leve, vidros traseiros escurecidos, estofos em tecido e pele, i, sensores de estacionamento com câmara traseira, sistema multimédia Easy Link, com ecrã tátil de 7"", que inclui navegação, itens que explicam os mil euros adicionais.

Pouco há a contar em termos estéticos. O citadino sempre primou pela sua irreverência. E esta "geração ecológica" mantém a tónica: para-choques esculpido, vistosas entradas de ar e grupos óticos em LED, em forma de "C". Apenas acrescentou alguns detalhes denunciadores da sua natureza não poluente, como, por exemplo, um stripping lateral azul, a partir do nível de acabamento Intens, que percorre todo o seu comprimento, além de pequenas inscrições, no interior, a recordar que se trata de um elétrico. Uma nota final para o habitáculo, que continua a surpreender pelo espaço disponível e pela sua ímpar modularidade.

A combinação das cores da carroçaria e do habitáculo oferece múltiplas possibilidades de personalização neste citadino sem emissões

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