Premium Referendo em Timor-Leste foi há 20 anos: a independência em dez momentos

A alteração do regime político em Portugal não significou a independência a curto prazo para Timor-Leste. Pelo contrário, os timorenses tiveram de pagar um elevado preço para a alcançar. Um preço pago em mortos, combates, fome e destruição, resistência no interior e no exterior. Dez datas para entender uma luta de quase um quarto de século até à certeza da independência.

O 25 de Abril de 1974 em Portugal abriu caminho para a rápida independência das colónias, em África e na Ásia, com Timor-Leste. Neste último caso, as tensões entre os partidos locais e o receio indonésio de ver surgir um Estado comunista junto das suas fronteiras vão ditar a invasão e a ocupação do território durante quase um quarto de século. Período em que a repressão provocou centenas de milhares de vítimas e os timorenses com escassos apoios internacionais, além de Portugal que sempre insistiu na necessidade de autodeterminação do território.

A situação só se altera significativamente após o massacre do Cemitério de Santa Cruz, em 1991. No espaço de oito anos, Timor-Leste não deixará de ser notícia até alcançar a independência, a 30 de agosto de 1999, num referendo marcado por uma campanha violenta dos integracionistas, apoiados pelos militares indonésios, que vão deixar atrás de si um rasto de morte e destruição. Timor-Leste chegava à independência entre mortos e cinzas.

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