Premium Aconteceu em 1974 - Fim da guerra na Guiné e a "greve injusta da TAP"

Passaram quatro meses sobre o 25 de Abril, são tempos frenéticos. Na capa do DN, há três manchetes à briga: a aprovação por Spínola do protocolo de Argel, que põe fim à guerra na Guiné, o anúncio de conversações com a FRELIMO; o fim da greve na TAP, que o primeiro-ministro Vasco Gonçalves qualifica de "injusta".

Era António de Spínola, general, Presidente da República; Vasco Gonçalves, também general, primeiro-ministro de um governo provisório; havia uma Junta de Salvação Nacional, composta por militares também, e um Conselho de Estado. O golpe de Estado que derrubara o governo de Marcelo Caetano ocorrera há escassos quatro meses e as primeiras eleições só teriam lugar no ano seguinte. A principal prioridade era resolver o problema da guerra em África, e a primeira página do DN ilustra-a bem, com três títulos relacionados com os territórios antes denominados de "ultramarinos".

Em cima, à direita, asseverava-se em letras gordas que as conversações com a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), com vista à declaração de um cessar-fogo, iriam recomeçar ou teriam já recomeçado - a notícia vinha, curiosamente, da agência francesa France Presse, a partir de declarações de um governante português, Parcídio Costa, na então Lourenço Marques (hoje Maputo).

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