"Erros, mentiras e omissões graves"

Que grande surpresa! A Comissão Parlamentar de Inquérito covid-19 do Senado aponta erros e omissões graves ao governo brasileiro. "Serão indiciadas as pessoas responsáveis e penalizadas, por terem participado na tragédia" que assolou o Brasil, afiançou ontem Omar Aziz, presidente da comissão parlamentar numa entrevista exclusiva à RTP. Apenas um mês depois do início dos trabalhos, as primeiras conclusões estão aí e sem admirações. "Foram ditas mentiras ao país e ao mundo, inclusive pelo primeiro-ministro e ministros da Saúde anteriores e atual", que terão "protegido o governo federal e Bolsonaro", afirma o presidente da comissão. "A causa" desses indivíduos não é o todo, não é coletivo, "não é o Brasil, mas pessoas".

São apontados erros grosseiros e irresponsabilidade ao presidente Jair Bolsonaro. "O Brasil apostou em milagres e não na ciência", ironizou Omar Aziz. "A gente quer milagres, mas também quer ciência!"
O presidente da comissão de inquérito garante que haverá o devido apuramento de responsabilidades. A pandemia já matou 3,5 milhões de pessoas em todo o mundo, só no Brasil somam mais de 2 milhões as vidas perdidas.

Por cá, na cidade do Porto, os adeptos ingleses encheram as ruas nestas quinta e sexta-feira, antecipando os festejos da final da Liga dos Campeões, entre o Manchester City e o Chelsea, competição que decorre nesta noite. Amontoados, de cerveja na mão e sem máscaras, não cumpriram quaisquer regras próprias de um estado de calamidade e vieram colocar, ainda mais, em causa o difícil combate à pandemia em Portugal. A alegria faz falta, a inconsciência não.

Ainda sobre a Liga dos Campeões, nesta edição do Diário de Notícias é destacado o talento de três jovens jogadores portugueses que daqui a umas horas vão marcar presença nas quatro linhas. Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva vão tentar entrar na galeria dos lusitanos que venceram a prova por clubes estrangeiros.

Valorizar os talentos mais jovens, e remunerá-los devidamente, é uma prática necessária no futebol, mas também nas empresas do setor público e do privado. Os jovens são o futuro, mas convém cuidar bem do futuro.

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