Premium Sánchez dá tiro de partida, mas Iglesias ameaça com governo só depois do verão

Líder socialista anuncia na terça a data da investidura, mas ainda não chegou a acordo com Pablo Iglesias, que quer ser ministro.

Dois meses depois de ter vencido as eleições espanholas sem uma maioria suficiente para governar sozinho, o líder socialista, Pedro Sánchez, vai anunciar nesta terça-feira a data em que se sujeitará ao debate de investidura no Congresso. Isto apesar do impasse das negociações com o líder da aliança Unidas Podemos (UP), Pablo Iglesias, com quem se reuniu pelo menos quatro vezes. Este insiste em ter ministros no executivo, além do chamado acordo programático, mas Sánchez só estará disposto a dar-lhe cargos secundários. A não ser que haja uma abstenção surpreendente do Ciudadanos e do Partido Popular (PP), Sánchez arrisca levar a decisão só para depois do verão.

"O acordo está mais próximo do que parece, embora seja preciso esperar dois meses e meio", disse Iglesias na terça-feira, após um encontro com Sánchez. Deixava claro que qualquer investidura já em julho - as datas em cima da mesa serão 9 ou 23 - não irá contar com o apoio dos 42 deputados da UP (que junta o Podemos e a Esquerda Unida). A aliança defende um governo de coligação, enquanto os socialistas apostam num executivo minoritário apoiado pela UP, alegando que a soma dos representantes dos dois partidos (o PSOE elegeu 123) ainda fica a 11 votos da maioria absoluta de 176. Esta é necessária para uma investidura à primeira (na segunda votação basta maioria simples), mas também para garantir uma legislatura sem problemas.

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