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Saúde

Partos no privado duplicam, mas é ao SNS que vão parar os nascimentos de risco

Desde 2000, os nascimentos nos hospitais privados passaram de sete mil para 12 mil. "Os hospitais privados são uma alternativa aos públicos numa gravidez normal", diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal. "Mas não na gravidez patológica."

"Os hospitais privados são uma alternativa aos públicos numa gravidez normal. Não são alternativa na gravidez patológica", diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, Luís Graça. Apesar destes casos, o número de nascimentos no setor privado duplicou nas últimas duas décadas. Se, em 2000, estes hospitais foram responsáveis por quase sete mil nascimentos (5,7% do total), em 2017 eram já mais de 12 mil (quase 15%).

As infraestruturas dos privados são mais recentes e têm mais condições, os quartos são maioritariamente individuais, ou com duas camas, e o atendimento é mais personalizado. Por isso, e porque os obstetras que as seguem são muitas vezes médicos nestas instituições, muitas mulheres, com recursos económicos ou com seguro de saúde, escolhem cada vez mais ter os filhos no setor privado. No entanto, salvo raras exceções, estas unidades hospitalares ainda não fizeram o investimento necessário - quer em profissionais quer em equipamentos - para salvaguardar os riscos durante a gravidez, no momento do nascimento ou depois, no internamento, alertam tanto Luís Graça como João Bernardes, responsável pelo colégio de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos.

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