Premium "Apesar do contexto de pandemia, ninguém vai ter medo no court"

Na véspera do início do US Open, a antiga número um do mundo fala ao DN dos receios e das principais dificuldades que os atletas vão sentir no atual contexto de pandemia. Diz que é preciso respeitar quem não quis estar presente e acredita em algumas surpresas no torneio.

Justine Henin, 38 anos, uma das melhores jogadoras do circuito, antiga número um do mundo, vencedora de sete títulos de Grand Slam e agora comentadora da Eurosport (canal que vai transmitir os jogos), analisa nesta entrevista ao DN o regresso da modalidade ao mais alto a nível, com a realização do US Open a partir de segunda-feira. Diz que o atual contexto de pandemia pode causar receios em alguns atletas e que por isso a parte mental será determinante para o sucesso. No quadro masculino considera Djokovic o favorito, mas não coloca de lado que o vencedor seja um nome da nova geração. Entre as mulheres está convencida de que vão surgir surpresas.

O US Open arranca na segunda-feira e será o primeiro Grand Slam a ser jogado desde o início da pandemia. Como será participar neste torneio no atual contexto, depois de tanto tempo sem ténis ao mais alto nível e sem público nas bancadas?
É muito difícil de prever o que vai acontecer. O US Open vai ser jogado em condições muito excecionais. Houve tenistas que preferiram não participar devido ao contexto de covid-19, como, por exemplo, o Nadal, e várias atletas do quadro feminino, e ninguém os pode censurar pela opção que tomaram. É uma situação muito especial. Por isso, entendo os dois lados. Uma coisa é certa: em qualquer das situações ninguém se sente confortável. Depois, há o lado da ausência de público. Vai ser estranho. Aliás, já tivemos a oportunidade de perceber isso em outras modalidades. É um ambiente completamente diferente. Uma coisa é jogar com o apoio dos fãs; outra é num court com as bancadas vazias.

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