Estátua de Calouste Gulbenkian nos jardins da Fundação, em Lisboa.
Premium

fraude

Angela Gulbenkian acusada de fraude por causa de uma abóbora

Negociante de arte, casada com sobrinho-neto de Calouste Gulbenkian, usou o apelido para ganhar clientes e enganou um colecionador de Hong Kong. Agora vai a tribunal.

Há precisamente dois anos, Angela Gulbenkian dava uma entrevista ao Jornal de Negócios onde falava dos seus muitos planos. Estava a morar em Lisboa com o marido, Duarte Gulbenkian, sobrinho-neto de Calouste Gulbenkian, e queria exercer aqui a sua atividade como negociante de arte ou, como também se costuma dizer, marchand. "Tudo pode ser criado. Estou disponível para investir. De outra forma nem teria começado", dizia, revelando que gostava de abrir na capital portuguesa uma galeria de arte dedicada à arte contemporânea ou de, pelo menos, trazer uma galeria de Nova Iorque em formato pop-up durante seis meses. Entusiasmo não lhe faltava. E, aparentemente, dinheiro também não. "Porque não tentar, a uma pequena escala, ter um setor contemporâneo?", perguntava.

Dois anos depois, Angela Gulbenkian, alemã de 37 anos, deverá comparecer nesta terça-feira no Tribunal de Westminster, em Londres. Vai responder pelos crimes de furto e fraude. Na origem das acusações está a venda de uma escultura com uma abóbora amarela gigante, da artista Yayoi Kusama, por 1,2 milhões de euros. Os pagamentos foram feitos em abril e maio de 2017 mas a obra nunca foi entregue ao comprador, um conselheiro de arte radicado em Hong Kong, Mathieu Ticolat, que processou Angela Gulbenkian civil e criminalmente.

Ler mais

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG