Premium Que geringonça para Espanha?

São as terceiras eleições gerais em menos de quatro anos para os espanhóis e as contas não estão fáceis. É possível uma maioria de esquerda, talvez com o apoio dos independentistas catalães, mas direita pode também ainda surpreender.

As contas parecem favoráveis ao líder socialista, Pedro Sánchez, que espera com as eleições deste domingo legitimar pelas urnas o cargo a que chegou através de uma moção de censura a Mariano Rajoy. As sondagens dão-lhe a maioria no Congresso, mas sem a maioria absoluta de que necessita. O que o deixará dependente de uma geringonça que na melhor das hipóteses contará só com a Unidas Podemos, mas que poderá ser alargada para incluir os independentistas catalães que o ajudaram a afastar o Partido Popular. Mas, com quase 30% de indecisos, a hipótese de uma geringonça de direita também não está totalmente afastada.

"Há uma lição destes dez meses, que a esquerda pode entender-se quando quer e fazer coisas boas para a maioria social deste país", disse o candidato socialista numa entrevista ao El País, dizendo só ter "palavras de gratidão" para com o Podemos de Pablo Iglesias. Contudo, deixou o aviso quanto a uma eventual aliança entre PP, Ciudadanos e a extrema-direita do Vox, à semelhança do que aconteceu na Andaluzia: "É evidente que existe uma ameaça real e eu não posso ocultar algo que me parece que é importante que os espanhóis tomem conhecimento."

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Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.