"Achei que não valia a pena matar-me a trabalhar por 300 ou 400 euros líquidos por mês"
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"Achei que não valia a pena matar-me a trabalhar por 300 ou 400 euros líquidos por mês"

Há quem viva do AL e esteja muito satisfeito e quem faça as contas ao que ganha e ao trabalho e stress e desista, vendendo ou passando para o arrendamento tradicional. Como em todas as atividades, está a chegar o momento de definição: quem fica e quem sai.

Quando ficou desempregada, no final de 2015, com um pré-aviso de 15 dias por estar a recibos verdes, Mariana, então com 40 anos e uma filha pequena, teve de "arranjar uma solução às três pancadas". Tinha uma casa sua em Cascais, que estava a pagar ao banco e entretanto se tinha tornado pequena para ela e a filha, no mercado de arrendamento tradicional, mas com muito más experiências. "Então, pensei: se fizer alojamento local vai entrar dinheiro."

Pensou e fez. "Vivia perto e no início, porque não tinha conseguido arranjar trabalho e como não tinha dinheiro para pagar a alguém, era eu quem fazia tudo." Cobrava entre 50 e 80 euros diários e tinha uma taxa de ocupação de 75%: "Havia bastante procura, primavera e verão sempre cheio. Caía nos meses de outubro-novembro e janeiro-fevereiro."

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Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.