Premium Matos Fernandes: "As soluções de transporte individual não têm de significar um automóvel"

Um dia depois da Cimeira da Ação Climática, promovida pelo secretário-geral das Nações Unidas, o ministro do Ambiente e da Transição Energética fala ao DN, em jeito de balanço, da reunião de Nova Iorque. Mas também das metas de Portugal para atingir a neutralidade carbónica, admitindo que a ambição para o setor da mobilidade será a mais difícil de atingir por implicar a mudança de comportamentos.

O que é que o planeta ficou a ganhar com esta cimeira?
Há cada vez mais países comprometidos com a neutralidade carbónica e a perceber que têm mesmo de arrepiar caminho para que ela possa conseguir acontecer tão cedo quanto possível. Esta não foi uma COP, que fixou objetivos, esta foi uma cimeira de boas práticas. E a palavra é mesmo práticas. São cada vez mais os países que estão comprometidos com a neutralidade carbónica. Portugal foi o primeiro a fazê-lo e por isso teve tanto destaque nesta cimeira. Outro acontecimento importante foi o facto de a Rússia ter assinado o Acordo de Paris no dia da cimeira.

O secretário-geral das Nações Unidas pediu ação...
Cada vez mais se percebem duas coisas. Esta cimeira mostra muito bem que esta é muito mais do que uma responsabilidade dos Estados. O que vimos foi líderes de grandes países do mundo a falarem em paridade de circunstâncias com líderes de empresas, companhias de seguros, para haver uma cada vez maior participação e compromisso por parte das empresas e da sociedade civil. Em bom rigor, a conferência foi formalmente aberta pelo secretário-geral das Nações Unidas, mas foi também aberta com a intervenção de Greta Thunberg. Por isso, o papel que é atribuído à sociedade civil e às empresas é cada vez maior porque só conseguimos atingir os nossos objetivos se houver uma responsabilidade muito alargada.

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