Premium Quando os grandes romances nasciam nos jornais

"Não há nada mais poderoso do que uma boa história", disse Tyrion, o anão de A Guerra dos Tronos, no último episódio da série que há oito anos prende milhões de espectadores. Os jornais perceberam isso há dois séculos e foi assim que nasceram os folhetins e muitos dos grandes romances dos séculos XIX e XX. É o caso de O Mistério da Estrada de Sintra, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, engendrado nas páginas do Diário de Notícias.

A ideia chegou-lhes numa noite de verão, no passeio público [atual Avenida da Liberdade, em Lisboa], em frente de duas chávenas de café. Os dois amigos, Eça de Queirós, então com 24 anos, e Ramalho Ortigão, de 33, estavam aborrecidos, "penetrados pela tristeza da grande cidade que cabeceava de sono".

Vai daí deliberaram reagir e "acordar tudo aquilo a berros, num romance tremendo, buzinado à Baixa das alturas do Diário de Notícias" [que à época se situava no Bairro Alto], contam eles no prefácio à terceira edição do folhetim em livro.

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