Premium "Eça é o melhor escritor europeu do século XIX, certamente melhor do que qualquer dos espanhóis"

Ignacio Vázquez Moliní acaba de publicar La Mirada Tranquila, mas quem quiser descobrir a faceta de escritor deste espanhol que é funcionário europeu deve começar por ler A Embaixada Vermelha em Lisboa, já traduzido.

Ignacio Vázquez Moliní está à minha espera no bar do Grémio Literário, sala cheia de requinte que lhe serviu de cenário para o início do romance A Embaixada Vermelha em Lisboa, que mistura diplomacia, espionagem e política na capital portuguesa nos anos 1930. Entre as figuras que surgem nas pinturas que decoram as paredes, distingo logo Alexandre Herculano e Almeida Garrett. Mas o escritor e poeta espanhol, que também é advogado e diplomata, admira entre os romancistas portugueses sobretudo Eça de Queiroz. Uma admiração profunda, de quem já leu não só o obrigatório Os Maias, mas também O Crime do Padre Amaro, A Cidade e as Serras, A Relíquia ou "essa maravilha que é O Mandarim".

Almoçamos na varanda do restaurante do Grémio, instituição que vem de meados do século XIX e que funciona só para sócios. Também abre as portas a convidados, como eu, que aceitei a recomendação feita por Vázquez Moliní de ser este um ótimo lugar para conversar. E a conversa começa pela minha busca de alguns dados biográficos deste espanhol cultíssimo que conheci, creio, numa tertúlia a celebrar o centenário do Palácio de Palhavã como Embaixada de Espanha, que reencontro em receções diplomáticas e eventos culturais e que no dia 5 lançou no Cervantes de Lisboa mais um livro, La Mirada Tranquila, que junta textos vários, cujo assunto pode ir dos cartões-de-visita aos caracóis, passando pelas ruínas de Palmira ou os Vencidos da Vida, tema tão português.

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