Premium Pandemia abre ainda mais a porta à aposta nos jovens da formação

Sem dinheiro para grandes contratações por causa da crise causada pelo covid-19, os treinadores João Tralhão e Carlos Dinis apontam o caminho que os clubes portugueses devem seguir, até porque qualidade não falta e só é preciso criar as condições para os jovens serem lançados. Há vários nomes que podem começar a brilhar nos relvados nacionais.

Os clubes têm pela frente um cenário de crise económica originada pela pandemia que obrigou a suspender todas as competições no início de março. Boa parte das fontes de receitas encontram-se suspensas e, como tal, já vários agentes do futebol lançaram o aviso: esqueçam as contratações milionárias. É que, sem dinheiro para investir, o mais natural é que o volume de negócios baixe consideravelmente em relação aos anos anteriores. Nesse sentido, a aposta nos jovens da formação será o caminho mais natural, sobretudo na Liga portuguesa, que não tem o poderio financeiro dos big 5 - Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.

"O futebol terá de se reinventar, criar novos planos a curto, médio e longo prazo nos quais a formação será a base das equipas profissionais", garante ao DN o treinador João Tralhão, de 39 anos, que tem uma carreira ligada aos escalões de formação de futebolistas, tal como Carlos Dinis, 69 anos, que está convencido de que "o contexto atual vai mudar em toda a vida e também no futebol", razão pela qual diz que, "salvo algumas exceções, os clubes portugueses vão virar-se para o produto interno, valorizando meios, condições e recursos humanos". "Não me parece que este seja o momento de grandes investimentos em jogadores estrangeiros", sublinha.

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