Premium Bolsonaro contra-ataca. Macron, Venezuela e Cuba serão os alvos

Sob fogo diplomático e na mira de manifestações, o presidente do Brasil vai usar o discurso de abertura da 74.ª Assembleia Geral da ONU para elencar esforços do país na luta pelo meio ambiente e, alinhado com Trump, atacar os regimes de Maduro e da ilha caribenha. Além, claro, do presidente francês.

A Amazónia será o fio condutor do discurso de Jair Bolsonaro, na abertura da 74.ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, em Nova Iorque. E, através da floresta tropical, o presidente brasileiro aproveitará para discorrer sobre os esforços históricos do país na preservação do meio ambiente e para atacar o seu homólogo francês Emmanuel Macron, sem jamais o nomear para evitar novos conflitos diplomáticos. Pelo meio, fará investidas contra os regimes de Nicolás Maduro, na Venezuela, e de Cuba, fiel ao seu ideário político e às expectativas do seu aliado Donald Trump, líder dos EUA.

"Vou falar em soberania nacional, que sempre esteve ameaçada", afirmou Bolsonaro, durante a sua tradicional comunicação semanal nas redes sociais. "Claro que vou ser cobrado, porque dizem que eu sou culpado pelas queimadas. Estou a preparar-me para o discurso, bastante objetivo, ao contrário de outros presidentes que me antecederam." Para o presidente, outros países movem campanha negativa sobre a floresta para se beneficiarem: "Se eu resolvesse, amanhã, assinar decretos para demarcar 20 reservas indígenas, o incêndio acabaria imediatamente. Eles estão a comprar a Amazónia. Fico triste por os brasileiros me estarem a atacar pelas queimadas."

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